O Globo

Manchete : Candidatos adotam discurso do medo na TV
Bolsonaro associa PT a governos autoritários, e Haddad vincula adversário a casos de violência
Para ampliar a rejeição ao adversário, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) optaram por ataques diretos no primeiro programa de TV no segundo turno. Enquanto o ex-capitão ligou o petista a regimes autoritários, como o da Venezuela, o ex-prefeito associou o oponente a episódios de intolerância registrados após o primeiro turno.
O PT avalia que esta é a única forma de tentar reverter a diferença de 16 pontos percentuais em relação ao deputado, apontada na pesquisa Datafolha. Já Bolsonaro pôs em prática seu plano para “triplicar” a aposta no antipetismo. (Pág. 4)

Mercúrio proibido
Termômetro antigo sai de linha; médicos avaliam modelos digitais (Pág. 22)

Bolsonaro decide não dar apoio a Witzel e Doria
Após ignorar gravação de TV com João Doria, que concorre ao governo de São Paulo pelo PSDB, Jair Bolsonaro (PSL) decidiu que não dará apoio a candidatos a governador que não forem de seu partido, frustrando o tucano e Wilson Witzel (PSC), que disputa no Rio. Presidenciável quer evitar desgastes. (Pág. 6)

Contra-ordem
Justiça suspende novas placas do Mercosul (Pág. 12)

Merval Pereira
Bolsonaro tem que desencorajar a violência (Pág. 2)

Miriam Leitão
Retroceder no meio ambiente será tiro no pé (Pág. 18)

Washington Fajardo
É hora de conter a favelização (Pág. 14)

Marcelo Adnet
Eleição revela novos currais eleitorais no Rio (Pág. 8)

Satélite contra as barreiras do crime
Barricadas do tráfico, como as caçambas de lixo em Vigário Geral, estão na mira da intervenção, iniciada em fevereiro. O Exército já usa imagens de satélites para localizar obstáculos, que impedem o direito de ir e vir e a entrada da polícia. Até agora, 1.006 barreiras foram removidas. (Pág. 10)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Na TV, candidatos se atacam e propostas ficam sem espaço
No horário eleitoral, Bolsonaro liga adversário a Lula e a políticos presos; Haddad fala em onda de violência
A estreia dos programas do horário eleitoral gratuito de rádio e de televisão no segundo turno, ontem, foi marcada por ataques em detrimento das propostas para os principais problemas do País. Jair Bolsonaro (PSL), líder nas pesquisas, buscou reforçar suas posições entre o chamado eleitorado antipetista ao ligar seu adversário, Fernando Haddad (PT), ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso por corrupção, e a outros políticos como Antonio Palocci, também preso. Bolsonaro levou ao ar imagens de Lula com Hugo Chávez, líder venezuelano morto em 2013. Haddad buscou ligar Bolsonaro aos casos de violência política registrados nas últimas semanas e mostrou imagem em que o adversário simula atirar com uma arma. No resto do tempo, o candidato do PSL se apresentou ao eleitor e o petista usou pouco menos de um minuto para propostas genéricas. (POLÍTICA / PÁG. A9)

Adriana Fernandes
Não deixem o Brasil quebrar Bastou menos de uma semana de campanha no 2º turno para ficar claro que acenos reformistas dos candidatos não são firmes. (ECONOMIA / PÁG. B4)

Meirelles quer virar ‘youtuber’
Entrevista
Henrique Meirelles
EX-MINISTRO DA FAZENDA
Depois de sair da corrida ao Planalto com 1,2% dos votos, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles diz que ficará neutro no segundo turno e que aproveitará exposição para criar um canal digital e veicular conteúdos com especialistas de várias áreas. (PÁG. A6)

Presidenciáveis consolidaram votos na reta final do 1º turno
Nas últimas 72 horas antes do primeiro turno tanto Jair Bolsonaro quanto Fernando Haddad avançaram nas regiões onde já lideravam: o candidato do PSL cresceu nos Estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste e o petista, no Nordeste. A segmentação por renda mostrou maior diferença no padrão de votação: os mais ricos deram a Bolsonaro 56% dos votos e 48% dos mais pobres votaram em Haddad. (PÁG. A4)

Foto-legenda : Feriado de campanha
Personagem da campanha presidencial de 2002, quando declarou ter “medo” de uma vitória do PT, a atriz Regina Duarte visitou Jair Bolsonaro, ontem, na casa do candidato no Rio. Em São Paulo, Haddad foi a uma missa e, abordado por uma mulher que o chamou que “abortista”, retrucou: “Eu sou neto de um líder religioso. Você deve ser ateia”. (PÁG. A9)

Eleições 2018
Empresários, militares e jovens são a base do PSL (Pág. A8)

Bolsonaro não vai a encontro com Dória (Pág. A11)

Político que derrotou Jucá quer reduzir maioridade (Pág. A6)

Planos de candidatos para Segurança são vagos (Pág. A14)

Candidato do PSL prevê mais verba para ciência (Pág. B5)

João Domingos
Ciro Gomes e Marina frustraram as tentativas do PT de tornar Haddad líder de um movimento amplo de defesa da democracia. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Notas&Informações
Desconectados da realidade
Na economia, nota-se cada vez mais que Bolsonaro e o PT têm muito mais semelhanças do que os incautos jamais imaginavam. Vai ficando claro que a grande derrotada desta eleição é a razão. (PÁG. A3)

A crise e a extrema pobreza
O Brasil está na contramão da história e vê crescer sua população em situação de miséria. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Informalidade alta emperra retomada do crédito no país
Hoje 37,8 milhões não têm carteira assinada, o que torna mais difícil comprovar renda e apresentar garantias para empréstimo. A alta informalidade no mercado de trabalho pode emperrar uma reação mais vigorosa do crédito no país. O cenário é preocupante porque o crédito serve de estímulo ao consumo, que é o grande motor da economia. Sem carteira de trabalho, tende a ficar mais difícil para o consumidor comprovar renda e apresentar garantias para tomar empréstimo. Dos 92 milhões de ocupados, 37,8 milhões (41%) estão no mercado informal, seja no setor privado, como trabalhador doméstico ou atuando por conta própria. O percentual de consumidores que não usa nenhuma modalidade de crédito é alto, 55,6%, segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas. Oito em cada dez consumidores dizem estar no limite do orçamento, e a dificuldade para obter crédito é maior nas classes C, D e E. Setores como construção e veículos afirmam que com a crise os bancos ficaram mais restritivos à concessão de financiamentos, o que valoriza a carteira de trabalho. “A possibilidade que o banco tem de avaliar o risco é baseada na informação do tomador. Quem é formalizado pode ter acesso a crédito mais fácil e barato”, diz Ana Carla Abrão, da consultoria Oliver Wyman. (Mercado A16)

Sem reeleição, ações contra congressistas perdem foro
Novo entendimento do Supremo Tribunal Federal que restringiu foro especial de parlamentares deverá levar para a primeira instância da Justiça uma série de inquéritos e ações penais da Lava Jato contra políticos que não se reelegeram, como Romero Jucá (MDB) e José Agripino Maia(DEM). A remessa depende de parecer da Procuradoria-Geral da República e de decisão do ministro relator. (Eleições 2018 A4)

Eleições 2018
André Singer
Espere o pior ao acordar do sonho autoritário (A2)

Cobertura da Folha tem proporção igual de críticas a Bolsonaro e a Haddad (A9)

Na TV, deputado chora e petista diz que campanha não é de um partido (A8)

Alvaro Costa e Silva
Onda varreu filhos de caciques, não afilhados (A2)

PSDB não tem a linha do Bolsonaro e fará oposição a ele ou ao PT, diz Tasso (A10)

Mãe de assaltante morto processa PM por ter usado vídeo em campanha (A9)

Minha eleição – Lilian Christofoletti :Escândalo trouxe tensão antes de reeleição de Lula
O prenúncio da reeleição de Lula (PT), em 2006, não era suficiente para acalmar os ânimos do partido. Isso porque, a apenas duas semanas do primeiro turno, dois homens ligados à sigla haviam sido presos em um hotel com R$ 1,7 milhão. Era o começo de um escândalo nebuloso. (Eleições 2018 A12)

Êxodo na Venezuela só cessa se ditadura acabar, diz opositor
Opositor de Nicolás Maduro, o ex-prefeito David Smolansky afirma que o êxodo na Venezuela só cessará com o fim da ditadura. Refugiado no Brasil e assessor da OEA (Organização dos Estados Americanos), ele diz que o regime é “viciado em matar”. (Mundo A15)

Editoriais
Cacoetes estatistas
Acerca de resistências de Bolsonaro a privatizações (A2)

Ampliar o Enade
Sobre deficiências do exame da educação superior (A2)
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