O Globo

Manchete : Roraima pede fechamento da fronteira com Venezuela.
Governadora Suely Campos ingressa com ação civil no STF.Em Lima, presidente Temer diz que medida é ‘incogitável’.
Pressionada pela população a resolver a situação de caos social que se arrasta desde 2015, com o fluxo constante de refugiados venezuelanos para o estado, a governadora de Roraima, Suely Campos (PP), ingressou com ação civil no STF pedindo o fechamento da fronteira do Brasil com a Venezuela. A ação também pede recursos para os cuidados com saúde e educação dos imigrantes. O atendimento nas unidades de saúde do estado cresceu 3.000% desde o início da crise imigratória. A PF calcula que cerca de 800 imigrantes cruzam a fronteira diariamente. Em Lima para a Cúpula das Américas, o presidente Temer diz que medida é “incogitável”. (PÁGINA 3)

Execução de jornalistas do Equador ameaça paz com as Farc (PÁGINA 24)

Bolsonaro é denunciado por racismo
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou ao STF o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) por racismo. Se condenado, ele pode pegar até 3 anos de prisão. Um de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), foi denunciado em outro processo, por ameaçar uma jornalista. (PÁGINA 7)

Supremo julga foro privilegiado dia 2 de maio
A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, marcou para 2 de maio o julgamento da ação que deve restringir o foro privilegiado. Sete dos 11 ministros já defenderam a restrição a crimes cometidos durante o mandato. (PÁGINA 6)

Empreiteiras em crise – Da bonança à falta de dinheiro
Com dívidas elevadas, multas bilionárias e poucos projetos, as grandes empreiteiras do país envolvidas na Lava-Jato enfrentam dificuldades para pagar as penas dos acordos de leniência das investigações por corrupção. (PÁGINA 19)

Mariana: 5 vezes mais deprimidos
Estudo revela que 28,9% dos atingidos pelo rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, sofrem de depressão, 5 vezes mais que a população do país (5,8%). (PÁGINA 4)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Trump lança mísseis na Síria
Apoiada por Reino Unido e França, ofensiva foi retaliação a ataque químico contra civis
Coalizão atinge laboratório de pesquisa e depósitos de armas químicas, dizem EUA. Ação traz risco de confronto direto entre americanos e russos, que prometem reagir.
Estados Unidos, França e Reino Unido lançaram ataques contra instalações do regime de Bashar Assad na Síria, em retaliação ao ataque com armas químicas ocorrido nas imediações de Damasco há sete dias. Os alvos, segundo o governo americano, foram um laboratório de pesquisa em Damasco e dois depósitos de armas químicas nos arredores de Homs. A ofensiva, com mísseis Tomahawk, traz o risco de confronto direto entre americanos e forças de Rússia e Irã, que apoiam o regime sírio na guerra civil. Em pronunciamento à nação, Donald Trump afirmou que os EUA e seus aliados estão preparados para uma resposta “contínua”. O presidente afirmou ainda que os “ataques precisos” eram “resultado direto” da incapacidade da Rússia de impedir que Assad continuasse a usar armas químicas. O embaixador da Rússia nos EUA, Anatoli Antonov, disse que os americanos não tinham o direito de culpar outros países e que era “inaceitável” insultar o presidente Vladimir Putin. “Estas ações não ficarão sem consequências”, afirmou. (INTERNACIONAL / PÁGS. A12 a A15)

Ataque não garante vitória aos EUA
Para Trump, que “adora” vencer, não há como vencer na Síria. Ele não tem nem um plano nem o apetite para parar a consolidação brutal do poder de Assad e a destruição constante dos bolsões remanescentes da rebelião contra o regime. (PÁG. A14)

ANÁLISE – Roberto Godoy
O ataque durou 45 minutos, foi preciso e destruidor. Os russos estavam cientes da operação. (PÁG. A15)

Fachin autoriza acesso da PF a dados da Odebrecht
Medida do relator da Operação Lava Jato no STF é considerada fundamental para o desfecho das investigações
O relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, autorizou que delegados da Polícia Federal tenham acesso aos sistemas que registram toda a comunicação e a contabilidade paralela do Grupo Odebrecht, o que é considerado fundamental para o desfecho das investigações, informa Breno Pires. A autorização ocorre um ano após Fachin determinar a abertura de inquéritos no STF com base na delação da empreiteira. Levantamento nos autos dos 80 inquéritos que tramitam atualmente no Supremo derivados da “lista de Fachin” aponta que, em pelo menos 32 casos, há manifestações formais de ao menos sete delegados que declaram ser indispensável perícia técnica para a conclusão das investigações. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Bolsonaro é denunciado ao Supremo por racismo
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou ao STF denúncia contra Jair Bolsonaro (PSL-RJ) por racismo contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs. Bolsonaro alega não ter tido intenção de ofender. Um filho do deputado, Eduardo (PSL-SP), foi denunciado por ameaçar uma jornalista. (POLÍTICA / PÁG. A9)

Um mês depois, ferida aberta
Famílias da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes cobram elucidação do crime. Grupos paramilitares são o principal foco da investigação. (METRÓPOLE / PÁG. A20)

Roraima quer fechar fronteira com a Venezuela
O governo de Roraima ingressou com ação no STF pelo fechamento temporário da fronteira com a Venezuela. A governadora Suely Campos (PP) alega que o Estado está sobrecarregado. Temer disse que o fechamento da fronteira é “incogitável”. (METRÓPOLE / PÁGS. A17 e A19)

Equador confirma que jornalistas foram mortos (INTERNACIONAL / PÁG. A12)

Maioria vê culpa de Lula, aponta pesquisa (POLÍTICA / PÁG. A10)

Adriana Fernandes
Mesa de negociações para buscar saída ao auxílio-moradia pode ser chance de passar a limpo outras gratificações. (ECONOMIA / PÁG. B5)

Notas&Informações
Pior para quem mais sofre
A profunda crise econômica que o lulopetismo legou ao País está sendo duplamente mais penosa para a faixa da população que vive em piores condições. (PÁG. A3)

Regras para o saneamento
Temer anunciou que projeto de modernização do marco regulatório está sendo ultimado. Aguarda- se sua conclusão. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Economia dá sinais de retomada mais lenta
Varejo, indústria e serviços vacilam; bancos reduzem projeções trimestrais
O desempenho fraco de indicadores econômicos neste início de ano causou uma rodada de revisões nas expectativas mais otimistas para o crescimento do PIB em 2018. A percepção é que, ancorada em dados vacilantes, a economia ainda não arrancou como se esperava, e a recuperação se torna cada vez mais dependente de um segundo semestre mais forte. O comércio varejista tem sido afetado pelo desemprego de 13 milhões de brasileiros e pela informalidade que marca a lenta recuperação no mercado de trabalho. O indicador da atividade comercial, responsável por mais de 60% do PIB, caiu 0,2% em fevereiro e frustou a alta prevista, de 0,8%. Os serviços também não mostraram vigor. Cresceram apenas 0,1% no período. A produção da indústria, que vinha surpreendendo positivamente, também engasgou, com alta modesta (0,2%). Esse quadro impactou as projeções para o PIB do primeiro trimestre de 2018. Os dois maiores bancos brasileiros privados, o Itaú e o Bradesco, já reduziram as suas estimativas. (Mercado a17)

MDB encolhe e PT volta a ter a maior bancada da Câmara
O MDB, partido do presidente Michel Temer, foi o que mais perdeu cadeiras na Câmara desde 2015. Com o encerramento da janela que permitiu a livre migração de deputados, a sigla se viu reduzida de 65 vagas para 51. Assim, perdeu o status de maior bancada para o PT(60 das 513 cadeiras) e agora divide o segundo lugar com o PP de Paulo Maluf. (Poder a4)

Sob acusação de racismo, Dodge denuncia Bolsonaro (Poder a8)

‘Não adianta ter inflação baixa se não tem emprego’
Entrevista – Eduardo Guardia
O novo ministro da Fazenda diz que não adianta ter inflação baixa se não tem emprego. “A questão social [da crise é grave”, afirma. Ele defende a atual política econômica, que, diz, está levando ao crescimento. “Se não crescer, não vai tirar as pessoas do desemprego.” (Mercado a24)

Brasil diz que não vai impor sanções ao regime Maduro
O governo brasileiro não vai impor sanções ao regime de Nicolás Maduro na Venezuela, disse o chanceler Aloysio Nunes. Segundo ele, haverá empenho para punir venezuelanos que pratiquem atos ilegais em solo nacional. O governo de Roraima pede no STF o fechamento temporário da fronteira para controlar o ingresso de cidadãos do país vizinho. (Mundo a12)

Crime na fronteira usa Correios para enviar os produtos
Com fiscalização mais rígida em Foz do Iguaçu (PR), contrabandistas recorrem aos Correios para enviar produtos vendidos pela internet. A prática não é nova, mas vem crescendo. O chefe de repressão da Receita na região, Vagner Diogo de Souza, diz que apreensões e ações triplicaram desde 2017. (Cotidiano b5)

Dois jornalistas do Equador são mortos por dissidentes das Farc na fronteira (Mundo a14)

Editoriais
Leia “Miséria brasileira”, sobre números da pobreza e da desigualdade, e “A relíquia”, acerca de regras mais flexíveis para a transmissão da “Voz do Brasil”. (Opinião a2)

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