Policiais e bombeiros militares de Apucarana recebem esclarecimentos do comandante-geral

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Mais uma reunião com frações da tropa foi feita pelo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Luiz Rodrigo Larson Carstens. Esta foi a vez do 10.º Batalhão de Polícia Militar, de Apucarana. O objetivo é repassar informações sobre o andamento dos projetos da corporação, desenvolvidos em parceria com o Governo do Estado que beneficiam a instituição e a sociedade. São mudanças estruturais, administrativas e operacionais como a Lei de Organização Básica e a lei de Fixação de Efetivo. Além disso, temas como a saúde, o ensino superior e o fardamento também foram abordados.

“Num primeiro momento, esta reunião é importante porque possibilita um contato maior com nossos policiais e bombeiros militares, integrantes do batalhão e das unidades especializadas, da região do Vale do Ivaí. Também é importante porque posso trazer, pessoalmente, informações sobre as mudanças da Corporação para a tropa, principalmente sobre as reformas estruturais e legislativas, que vão contribuir com o crescimento e, principalmente, com o atendimento da população paranaense”, disse o comandante-geral da PM, coronel Luiz Rodrigo Larson Carstens.

Na reunião, Carstens fez a diferenciação entre o Serviço de Atendimento ao Servidor (SAS) e Fundo de Atendimento ao Policial Militar (FASPM). “O primeiro é oferecido pelo Governo do Estado a todos os funcionários públicos. O segundo diz respeito aos 2%, que estão sendo descontados dos contracheques e serão devolvidos aos policiais, em serviços prestados (exclusões), em breve”. Ele também esclareceu que o FASPM não é um plano de saúde, mas uma complementação.

O comandante-geral também informou aos policiais que a Gratificação Técnica assinada pelo governador Orlando Pessuti, nos últimos dias, sob o Decreto de n.° 8180 de set/2010, deve ser implantada em breve. “Automaticamente, com a assinatura, ficaram autorizados os órgãos responsáveis pela gestão de pessoal a proceder a implantação dos novos valores da gratificação (R$ 275,00), de soldados a subtenentes, que apresentaram o certificado de conclusão de curso superior, em instituição reconhecida pelo ministério da Educação e Cultura (MEC), contudo sem efeito retroativo”, disse.

Aproximadamente 3 mil policiais militares serão beneficiados. Outras ações, que dependem de decreto governamental para serem regulamentadas, foram encaminhadas pelo comando e compreendem os novos valores da ajuda de custo (realização de curso, superior a três meses, além de transferência, de policiais militares, quando a Unidade Policial Militar de destino e origem, ou frações delas, estão em municípios não limítrofes) e a regulamentação do FASPM (gestão dos 2% para a saúde complementar dos policiais militares e seus dependentes legais).

Sobre a reestruturação salarial, o comandante-geral, ressalta que a conquista se deu devido ao esforço da corporação juntamente com o Governo do Estado, e que três das quatro fases foram concluídas. “Tratamos sobre o processo da evolução da reestruturação salarial, os benefícios disso para o nosso militar estadual, e a perspectiva de fazer um novo planejamento para que o policial permaneça na carreira”, destaca o coronel.

Outro assunto tratado pelo comandante-geral com a tropa são os avanços legislativos. “Foi aprovado na Assembléia o anteprojeto de Lei que reorganiza as estruturas operacional e administrativa da corporação, amplia o efetivo para cerca de 26 mil integrantes, criando os Comandos Regionais de Policiamento no interior e a Corregedoria da Polícia Militar. No dia 13 de setembro está prevista a segunda votação das leis de Organização Básica e a Fixação de Efetivo”.

A fixação tem como sustentação 24 projetos da PM, se desdobrando em todo o estado. A proposta de reestruturação da PM prevê o desmembramento do Comando do Policiamento do Interior, a criação de Companhias e Companhias Independentes, elevação de Pelotões, transformação de Companhias e a criação de batalhões, em todo o Paraná.

O comandante-geral também falou sobre a proposta da Lei de Ensino, ainda em apreciação no executivo, que entre diversas modernidades, dará à Academia Policial Militar do Guatupê o status de Instituição de Nível Superior, permitindo, por exemplo, que o Curso de Formação de Soldados passe a ser de nível superior. “Estamos trabalhando em projetos que melhoram a dinâmica do ensino na corporação, mas é preciso lembrar que eles não geram ônus para o Estado”, destaca o comandante.

O comandante-geral também pediu aos militares estaduais que acessem a Intranet e a Internet da PM (ww.pm.pr.gov.br) para ficarem informações sobre os andamentos das reestruturações, saúde, fardamento e outros assuntos pertinentes à corporação. “Achamos interessante trazer a interpretação correta do pensamento das transformações e, todas as informações, conforme os fatos evoluem, vão sendo atualizadas”, frisa.

Avaliação – O tenente-coronel Ronaldo Antônio Maciel de Oliveira, Comandante do 10º Batalhão da PM, localizado em Apucarana, Considera de suma importância a aproximação do comandante-geral com a tropa. “Isso traz um fortalecimento porque ele fala diretamente tanto para o soldado mais moderno quanto para o policial mais antigo, o que é importante”, diz. “Aqui no Vale do Ivaí a reestruturação, por exemplo, trará muitos benefícios, fortalecendo a PM”, completa.

Para o cabo Claudemir Luis dos Santos Messias essa ação é positiva. “Eu não conhecia o comandante-geral e, alguns dos assuntos tratados por ele, eu tinha informações vagas, mas ele chegou aqui e esclareceu tudo”, garante. “Agora estamos cientes do que está sendo feito em Curitiba pela Corporação, não temos mais aquela pouca visão”, frisa. O sargento Paulo Roberto Araújo também disse que houve um esclarecimento.

“Sobre muitos assuntos a gente ficava em dúvida do que ia acontecer. É lógico que sempre vamos querer saber mais sobre estes assuntos, mas a gente houve muitos comentários, e é importante que a gente saiba da coisa concreta”, enfatiza. Compartilha desta mesma idéia a soldado Adriana Vilane Brentan. “Foi muito importante este contato. Isso cria um elo entre oficiais e praças. É muito bom e deveria ser mais constante, para termos esclarecimentos, sabermos o que esperar do comando, e o que ele pensa em relação à tropa; alguns assuntos foram surpresa para mim, mas foi tudo esclarecido”, afirma

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