O Globo

Manchete: Presidente do INSS cai após denúncia.Presidente do INSS cai após denúncia
Depois de O GLOBO ter revelado que o INSS fez contrato de R$ 8,8 milhões para fornecimento de softwares com empresa sediada em um depósito de bebidas, o governo demitiu o presidente do instituto, Francisco Lopes. O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, determinou abertura de sindicância para apurar o caso, e o Tribunal de Contas da União (TCU) anunciou que investigará os contratos firmados pela RSX Informática com órgãos do governo. O deputado federal André Moura (PSC-SE), líder do governo, insistiu para que Lopes fosse mantido no cargo. O dirigente liberou R$ 4 milhões para a empresa sem que qualquer serviço fosse prestado. O INSS sofre com sucateamento de sua estrutura e déficit de funcionários. (PÁGINA 3 e Bernardo Mello Franco)

O dia que não acabou
Um ano após a denúncia do caso Joesley, Temer continua preso à luta pela sobrevivência política
Passado um ano da noite em que o presidente Michel Temer teve uma reunião interrompida com a notícia de que o site do GLOBO havia publicado reportagem que o envolvia na tentativa da compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, o Palácio do Planalto continua preso à luta pela sobrevivência política. O governo Temer, que havia recém completado um ano quando LAURO JARDIM e GUILHERME AMADO revelaram o conteúdo das conversas do presidente com o empresário Joesley Batista, gastou seu capital político na busca de votos na Câmara para derrubar as denúncias de corrupção. Para isso, valeu-se da distribuição de cargos, emendas e obras nos redutos dos parlamentares. A impopularidade do presidente bateu recorde. A agenda de reformas, vendida como pilar do governo, foi abandonada. Vencidas as batalhas contra duas denúncias, a reforma da Previdência foi sepultada com a intervenção federal no Rio. Mas o fantasma de uma terceira denúncia persiste. (PÁGINAS 4 a 6)

BC mantém taxa básica de juros em 6,5% (PÁGINA 19)

Pesquisa em crise
Mudanças na Faperj opõem cientistas e estado. (PÁGINA 26)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: MPF acusa brasileiros de promover Estado Islâmico e planejar ataque
Investigações começaram após alerta da polícia espanhola e conversas mostram plano de atentado durante carnaval; dois estão presos
Onze brasileiros foram denunciados pelo Ministério Público Federal por formação de organização criminosa e promoção do Estado Islâmico no País, informa Tulio Kruse. Para os procuradores, o grupo tentou recrutar jihadistas para se juntar aos terroristas na Síria e há indícios de que os homens chegaram a planejar um atentado durante o carnaval no Rio ou em Salvador. A denúncia é resultado da Operação Átila, da Polícia Federal, e tem como base conversas interceptadas em aplicativos de mensagem. Dos sete detidos desde outubro do ano passado, dois continuam presos: Welington Costa do Nascimento, de 46 anos, e Jhonathan Sentinelli Ramos, de 23, que cumpre pena por homicídio e se comunicava com o grupo por celular de dentro do Complexo Penitenciário de Bangu, no Rio. As investigações começaram em 2016, depois de alerta da Guarda Civil da Espanha. (INTERNACIONAL / PÁGS. A15 e A16)

Lava Jato investiga 429 clientes de doleiros
Integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, do Rio, investigam uma lista com 429 clientes do banco Evergreen (EVG), controlado pelo doleiro Dario Messer, em Antígua e Barbuda, até meados de 2013. A relação contém 119 offshores e 145 contas de pessoas físicas. São empresários, doleiros, esportistas, nomes ligados a políticos, servidores públicos e personagens de casos recentes de corrupção. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Com dólar forte, BC surpreende e mantém a Selic em 6,5%
O cenário econômico adverso no exterior, com mercado financeiro volátil, levou ontem o Comitê de Política Monetária (Copom) a manter a Selic, taxa básica de juros, em 6,5% ao ano. A decisão dos técnicos do Banco Central foi unânime, surpreendendo analistas, que esperavam corte de 0,25 ponto porcentual. O comitê vê como adequada a manutenção da taxa para as próximas reuniões. (ECONOMIA / PÁG. B4)

PIB fraco no trimestre
Projeções de analistas para o PIB recuam de 3%, em fevereiro, para 2,3%, após resultados ruins da indústria, comércio e serviços e de o IBC-Br cair 0,13% no trimestre. (PÁG. B1)

Odebrecht bancou obra de sítio com dinheiro da Petrobrás, diz PF
Laudo feito por peritos da PF de Curitiba afirma que a Odebrecht usou dinheiro de obras da Petrobrás e de outros órgãos públicos para bancar as reformas no sítio de Atibaia frequentado pelo ex-presidente Lula. O dinheiro abastecia o caixa do “departamento de propina” da empreiteira. (POLÍTICA / PÁG. A11)

Tratamento barra sequela de diabete
Tratamento de diabete tipo 1 desenvolvido por cientistas da USP combina quimioterapia e células-tronco. A técnica evita as complicações da doença. (METRÓPOLE / PÁG. A18)

Campos Machado é investigado pelo MPE (POLÍTICA / PÁG. A6)

William Waack
Dois heróis
No dia em que Temer lembrou dois anos de governo, as atenções estavam em Nova York, em Sérgio Moro. E no vídeo da PM que mata um bandido em São Paulo. Símbolo perfeito da política brasileira. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Notas & Informações
No PIB, o custo da incerteza
O Brasil fechou o primeiro trimestre com a economia bem menos vigorosa que no fim do ano passado. Produção e consumo perderam impulso. (PÁG. A3)

Há leis no Brasil
Ex-chefes de Estado ou de governo deveriam se abster de posicionamentos que possam ofender outros países. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Banco Central surpreende e mantém os juros em 6,5%
Copom reagiu à recente alta do dólar e encerrou ciclo de redução da taxa Selic
O Banco Centrai reagiu à recente alta do dólar e decidiu manter os juros básicos da economia em 6,5% ao ano. A instituição também sinalizou o fim do ciclo de redução da taxa, iniciado em outubro de 2016, quando ela estava em 14,25%. O Copom (Comitê de Política Monetária do BC) considerou que a recente turbulência no mercado internacional tornou desnecessário um corte adicional nos juros, que permanecem no nível mais baixo da história. A decisão surpreendeu analistas do mercado financeiro, que esperavam um novo corte, de 0,25 ponto percentual, para 6,25%. Economistas dizem que a opção por manter a Selic pode ser explicada pelo receio de que a recente valorização do dólar levasse a uma aceleração da inflação e à queda dos investimentos. A diferença de juros entre Brasil (tido como mais arriscado) e EUA (mais seguro) estava se estreitando. Para os especialistas, esse fato tem deixado o mercado local menos atraente e contribuído para a elevação do dólar. Ontem, a moeda americana fechou a R$ 3,68. Pela manhã, o BC havia divulgado que a atividade econômica medida pelo indicador IBC-BR encerrou o primeiro trimestre deste ano com queda de 0,13% em relação ao último de 2017. O resultado frustrou expectativas mais pessimistas e provocou revisões nas projeções para o PIB de 2018. A maioria dos analistas estima agora alta próxima de 2%, já distante dos 3% projetados oficialmente pelo governo Temer. A expectativa é que o Ministério da Fazenda também revise para baixo sua previsão. (Mercado A19)

Preço do petróleo se aproxima de US$ 80 e causa reação no Brasil
A escalada do petróleo no mercado internacional começa a causar protestos contra o aumento dos combustíveis no Brasil. Ontem, donos de postos de gasolina afirmaram, em carta, que apolítica de preços da Petrobras é perversa. Desde julho, a estatal repassa diariamente a oscilação do barril para os combustíveis — no período, a gasolina subiu 21,28% nas bombas. O presidente da companhia, Pedro Parente, diz que ela não é formadora de preços. (Mercado A23)

Vinicius Torres Freire
Dólar e juros não explicam lerdeza da nossa economia
O dólar e a decisão do Banco Central de não mexer nos juros darão pano para a manga. Mas a atividade está um trapo por algum outro motivo. E 0,25 ponto percentual amais ou a menos de Selic não remediará nosso problema de economia deprimida. (Mercado A22)

Fachin autoriza inquérito contra lideranças do MDB
O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, autorizou a abertura de inquérito para investigar se membros do MDB, entre os quais os senadores Eunício Oliveira (CE) e Renan Calheiros (AL), receberam propina da empresa JBS. A sigla disse repudiar nova tentativa de criminalização da política. (Poder A4)

Roberto Dias
Caso JBS faz lano, e país não evoluiu
Passado um ano do estouro do escândalo da JBS, os principais personagens (Temer, Aécio e Joesley) estão nos mesmos endereços. Alguns crimes podem compensar. (Opinião A2)

Polícia de SP m a ta mais homens, negros e jovens
Pessoas desses grupos morrem mais em ações da polícia do que em casos de homicídio doloso no estado de São Paulo, mostra pesquisa. (Cotidiano B4)

Editoriais
Cronologia do atraso
Sobre empecilhos à defesa política das reformas.

A dívida de Doria
Acerca de filas para exames e consultas médicas. (Opinião A2)
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