Beto Richa em lançamento de campanha em Londrina. Foto: Divulgação
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O Ministério Público paranaense ofereceu, nesta terça-feira, à Justiça Estadual a denúncia de 13 pessoas envolvidas na Operação Rádio Patrulha, que investiga o pagamento de propina e desvios milionários em um programa estadual de manutenção de estradas rurais.

O coordenador do Gaeco Estadual, Leonir Batisti, afirma que a denúncia foi apresentada ao Juiz da 13ª Vara Criminal de Curitiba pelo Núcleo Regional do Gaeco na capital do estado e trata de crimes como corrupção passiva e ativa, organização criminosa, fraude a licitação e peculato, entre outros.

Além do ex-governador Beto Richa, são denunciados pelo Ministério Público, mais 12 pessoas, entre elas o irmão dele, o ex-secretário Estadual de Infraestrutura, Pepe Richa, o ex-secretário de Assuntos Estratégicos, Edson Casagrande, o ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Roldo, o primo do ex-governador, Luiz Abi Antoun, e os empresários Joel Malucelli e Antônio Celso Frare.

Na denúncia, os promotores afirmam que nas eleições de 2010, Richa apresentou, entre suas propostas como candidato para a área de infraestrutura e logística e gestão de microbacias, um projeto de implantação de “patrulhas mecanizadas” para a recuperação de estradas rurais.

A denúncia relata ainda que no segundo semestre de 2011, os empresários Frare e Malucelli prometeram ao, agora, governador, a Deonilson Roldo, a Pepe Richa e a Luiz Abi, o pagamento de propina para que fossem contratadas três empresas, a Ouro Verde Transporte e Locação, a Cotrans Locação de Veículos e a J. Malucelli Equipamentos, em troca de participação no programa.

Segundo a denúncia, o intermediário das conversas com Richa era o empresário Tony Garcia, que, segundo o Gaeco, já tinha uma relação de amizade com o ex-governador e o procurou logo depois da eleição para tratar do assunto. Mas Richa teria dito que só conversaria sobre o tema após a posse. Garcia se tornou um dos colaboradores na investigação.

Ainda segundo a denúncia do MP, assim que o programa de revitalização foi viabilizado, o chefe de gabinete do ex-governador teria atuado junto à Secretaria de Fazenda para que fossem disponibilizados recursos para o Programa e o grupo, então, começou a tratar dos termos da licitação.

O acordo, segundo o MP, era de que a empresa de Malucelli dividisse o programa com a COTRANS e a OURO VERDE. A denúncia também afirma que Luiz Abi Antoun, apesar de não ter cargo público, era uma das figuras mais influentes na cúpula do governo estadual.

A esposa do ex-governador, Fernanda Richa, que também chegou a ser presa pela Operação, e o contador da família, Dirceu Pupo Ferreira, não foram denunciados pelo Ministério Público. O coordenador do Gaeco Estadual afirma que existe a necessidade de novas investigações e que, por prudência, os dois ficaram de fora da denúncia, pelo menos por enquanto.

Leoni Batisti não descarta a participação de outras pessoas nos crimes investigados pela Operação Rádio Patrulha.

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