Temer usa maquina, demonstra força e barra denúncia na Câmara
Para assegurar a vitória na quarta (2), o governo distribuiu cargos e verbas. A F olha flagrou o ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), do PSDB, negociando emendas no plenário.
Joesley: ‘Ficará marcado como o dia da vergonha’.
Executivo prepara novos anexos da delação que serão levados à PGR
A ‘política radical’ de Lula
O fascínio do PT pela experiência venezuelana torna difícil imaginar que Lula esteja disposto a mudar seu discurso populista.
Janot inclui Temer em ‘quadrilhão’
O procurador-geral, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal a inclusão de Michel Temer e dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) entre os investigados no inquérito do “quadrilhão” do PMDB. O Planalto não comentou…
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O Globo

Manchete: TEMER FICA
Pelo fim das investigações. Pela distribuição de emendas e cargos. Pela falta de alternativa.
Após barrar denúncia, governo vai adotar discurso conciliador.
Tentativa é unir a base aliada, sem retaliações aos dissidentes que votaram contra o presidente
Com sorriso no rosto, Temer diz que resultado não é ‘vitória pessoal’
Para especialista, população não foi ás ruas porque está descrente

PSDB racha ao meio na votação

Análise: Temer conhece como poucos a alma do parlamento

Joesley: ‘Ficará marcado como o dia da vergonha’.
Executivo prepara novos anexos da delação que serão levados à PGR

Apoio do Congresso a ajuste fiscal e Previdência é dúvida

Lista de prioridades conta ainda com MPs cruciais para o fechamento das contas de 2017

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Câmara barra denúncia por corrupção contra Temer
Articulação para barrar acusação da PGR mobilizou o Planalto no último mês e continuou ontem
Ministros e líderes partidários negociavam emendas até durante a sessão
Presidente pode ser alvo de novas acusações

O plenário da Câmara rejeitou autorização para que o Supremo Tribunal Federal julgue a denúncia por corrupção passiva contra Michel Temer, o primeiro presidente da República a sofrer acusação formal por crime comum no exercício do cargo. O parecer do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDBMG), que recomendava o arquivamento da acusação feita pela Procuradoria-Geral da República, recebeu 263 votos favoráveis e 227 contrários. Com a decisão, a denúncia contra Temer pela acusação de ser o destinatário de uma mala com R$ 500 mil repassados pela J&F para o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) só poderá ser eventualmente analisada após o presidente deixar o cargo. O peemedebista, porém, poderá ser alvo de novas acusações. Para barrar a denúncia na Câmara, Temer precisava do apoio de pelo menos 172 deputados. Já a admissibilidade da acusação dependia de 342 votos. Uma intensa articulação mobilizou o Planalto nos últimos 34 dias e não parou ontem. Houve negociações com deputados até durante a sessão. (POLÍTICA / PÁGS. A4 a A11)

Análises
Eliane Cantanhêde
A guerra de Temer continua. (PÁG. A6)

Vera Magalhães
Tucanos são os derrotados. (PÁG. A11)

Alberto Bombig
Festival de hipocrisia. (PÁG. A10)

José Roberto de Toledo
Centrão é fiador do governo. (PÁG. A6)

Janot inclui Temer em ‘quadrilhão’
O procurador-geral, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal a inclusão de Michel Temer e dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) entre os investigados no inquérito do “quadrilhão” do PMDB. O Planalto não comentou. (PÁG. A12)

Chavismo inflou número de eleitores em votação (Internacional / Pág. A16)

Notas & Informações
A ‘política radical’ de Lula
O fascínio do PT pela experiência venezuelana torna difícil imaginar que Lula esteja disposto a mudar seu discurso populista. (PÁG. A3)

Comércio externo mais forte
Ele tanto reflete como alimenta a recuperação econômica. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Temer usa maquina, demonstra força e barra denúncia na Câmara
Governo negocia emendas parlamentares em plena sessão; 263 deputados votam a favor do presidente e 227, contra
Em demonstração de força do presidente Michel Temer (PMDB), a Câmara dos Deputados barrou a investigação contra ele no Supremo Tribunal Federal por 263 votos a 227. Para assegurar a vitória na quarta (2), o governo distribuiu cargos e verbas. A F olha flagrou o ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), do PSDB, negociando emendas no plenário. Temer já havia se encontrado com mais de cem deputados.
A oposição levou cartazes e mala com dinheiro falso. Houve empurra-empurra. A Procuradoria-Geral da República acusa Temer de corrupção passiva — ele nega ter recebido R$ 500 mil da JBS. A denúncia ficará congelada atê o fim de seu mandato, em dezembro de 2018.
Em discurso, Temer disse que a vitória “eloqüente” mostra o erro de quem tentou dividir o país. Governistas falam em fim da crise política e retomada da agenda de reformas, mas o procurador-geral, Rodrigo Janot, prepara denúncia com novas delações. Houve protestos isolados pelo país. (Poder)

Remessa de dinheiro do Brasil para os EUA triplica
Nova onda migratória de brasileiros desiludidos com a cena política ajudou a triplicar o total de dinheiro enviado aos Estados Unidos. Segundo o BC, os recursos remetidos por pessoas físicas do Brasil para pessoas físicas nos EUA passaram de US$ 125 milhões no primeiro semestre de 2016 para US$ 408 milhões em 2017. (Mercado A21)

Órgão de defesa da concorrência veta a compra da Ale pela Ipiranga. (Mercado A25)

Empresa acusa Venezuela de fraudar votação
A empresa que forneceu tecnologia para a votação da Constituinte venezuelana afirma que o órgão eleitoral, controlado pelo chavismo, fraudou dados sobre comparecimento em ao menos 1 milhão devotos. Segundo o governo, 8 milhões foram às urnas. O órgão diz que a acusação ê irresponsável. (Mundo Al5)

Em projeto, Trump mira imigração ‘não qualificada’ (Mundo A17)

Bruno Boghossian
Esperança do governo, PSDB rachou na votação, mas defende reformas (Poder A12)

PAINEL
Meirelles quer recolocar Previdência na lista de prioridades da Câmara (Poder A4)

Marina Dias
Por 2018, Maia tenta se distanciar do governo e fortalecer a sigla DEM (Poder A12)

Bernardo Mello Franco
Deputados deixam claro ao blindar Temer que provas não importam (Opinião A2)

Igor Gielow
Poucos nas mesmas condições conseguiriam uma vitória como essa (Poder Al4)

Editoriais
“O que move a agenda”, sobre expansão da dívida pública, e “O gênero dos preços”, acerca de valores cobrados de homens e mulheres em boates. (Opinião A2)

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