O Globo

Manchete: Negligência e impunidade marcam tragédias no país
Em dez grandes casos dos últimos 12 anos ainda não há condenações na Justiça
Do desastre da TAM, em 2007, à queda de um prédio no Centro de São Paulo, no ano passado, o Brasil registra tragédias marcadas pela omissão. Em dez grandes casos deste período, segundo levantamento feito pelo GLOBO, revela- se a repetição de erros: alertas, leis e regras ignorados, fiscalização falha e investimentos insuficientes em prevenção. Morreram nesses acidentes 1.774 pessoas, em seis estados. E,em 12 anos, a Justiça não condenou um único envolvido nas ocorrências. Enchentes e deslizamentos mataram, segundo o SUS, 2.572 pessoas em 20 anos, mesmo com mapeamento de áreas de risco em diversos estados. (PÁGINAS 4 e 5)

Vistorias dos Bombeiros no Ninho não incluíram contêiner
Disjuntor poderia ter evitado queima de ar-condicionado após curto-circuito
Originalmente usado como área de descanso e sala de musculação, o contêiner que servia de alojamento aos jogadores da base do Flamengo não foi incluído nas três vistorias feitas pelos Bombeiros no CT do clube em 2018, por não constar do projeto inicial. A perícia preliminar constatou que um curto-circuito no ar-condicionado do quarto 6 provocou o incêndio, que poderia ter sido evitado se houvesse um disjuntor instalado, segundo especialistas. Três vítimas foram enterradas ontem. (PÁGINAS 21 a 24)

Petrobras ainda perde R$ 9 bi com gasolina
A venda de combustível abaixo do preço de mercado, entre 2011 e 2014, ainda rende à Petrobras prejuízo de R$ 9 bilhões. (PÁGINA 15)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Ministra da Agricultura ataca ‘desmame radical’ de subsídio
Tereza Cristina diz ainda que mercado chinês não pode ser menosprezado e americanos são concorrentes
Em mais uma disputa interna no governo, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, criticou os planos da área econômica de cortar as linhas de crédito com taxas subsidiadas para o agronegócio. Segundo ela, um “desmame” radical pode desarrumar o setor, que responde por 20% do PIB do País. “Vamos quebrar a Agricultura? É esse o propósito? Tenho certeza de que não é”, afirmou a ministra, em entrevista ao Estadão/Broadcast. Tereza Cristina, que liderou a bancada ruralista no Congresso, não se mostra preocupada com um maior alinhamento do Brasil com os Estados Unidos. Mas, em sua visão, os americanos são concorrentes do País e o mercado chinês não pode ser menosprezado. “Nada contra se alinhar com os EUA, muito pelo contrário”, disse. “Agora, não podemos esquecer de que somos competidores, porque eles são os maiores exportadores de commodities do mundo.” (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B3)

‘Senado nunca foi tão propício para reformas
Senador tucano defende que PSDB fique “afastado” de visões de extrema-direita do Planalto e diz que única afinidade de seu partido com bolsonaristas é na política econômica, em prol da reforma da Previdência. “O governo sozinho não tem maioria no Senado. Agora nunca houve momento tão propício para fazer reformas. Não podemos desperdiçar a oportunidade.” (POLÍTICA / PÁG. A8)

MG tem 400 minas desativadas ou abandonadas
Barragem de maior risco em Minas Gerais é a da Mina Engenho, da Mundo Mineração, companhia que deixou de operar em Rio Acima há mais de seis anos. Para especialistas, minas abandonadas são “bombas-relógio”. (METRÓPOLE / PÁG. A15)

Cida Damasco
Não há dúvidas sobre a vontade política de mudar a Previdência. Mas já há apostas nos pontos que não sobreviverão. (ECONOMIA / PÁG. B4)

Notas&Informações
Outra reforma necessária
É preciso estabelecer critérios eficazes para aferição do desempenho do servidor, para que se possa fazer mais pela população sem o-nerála excessivamente. (PÁG. A3)

Corporações x Sociedade
Entidades de servidores públicos não têm pudor em tornar a sociedade refém quando seus interesses são contrariados. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete: CT do Flamengo recebeu R$ 10 mi de renúncia fiscal
Valor ajudou a levar adiante projeto do centro onde morreram dez em incêndio
Local de um incêndio que deixou dez atletas adolescentes mortos e três feridos na sexta-feira (8), o centro de treinamento Ninho do Urubu, do Flamengo, recebeu R$ 10,4 milhões, em valores corrigidos pela inflação, por meio de um programa de renúncia fiscal do estado do Rio de Janeiro. Em 2013, o clube obteve do governo estadual autorização para captar R$ 12,6 milhões, conseguindo R$ 7 milhões até o ano seguinte. Os contribuintes foram a cervejaria Ambev e a empresa de materiais de construção Lafarge. O dinheiro permitiu levar adiante o projeto do CT, ainda não concluído. Nos programas de renúncia fiscal, as empresas são autorizadas a descontar dos impostos que devem o dinheiro destinado a programas previamente aprovados. Já o clube deve prestar contas do uso da verba. A diretoria do Flamengo prevê que o Ninho do Urubu vá estar pronto até dezembro. O Flamengo também recebeu aval da União, em 2006, para buscar R$ 3,1 milhões pela lei de incentivo ao esporte para o projeto Futebol Rubro-Negro, com objetivo de promover a formação de jogadores não profissionais. A única contribuição foi da Avon, empresa de cosméticos, de R$250 mil. (Esporte B6)

Caso de laranja na eleição constrange sigla de Bolsonaro
A revelação de que uma candidata inexpressiva recebeu a terceira maior verba de campanha do PSL causou constrangimento e discussões no partido e no governo Jair Bolsonaro. Um filho do presidente chamou o caso de “mais uma facada”. (Poder A10)

Celso R. de Barros
Esquerda precisa defender eleições livres na Venezuela
O chavismo já deixou de produzir benefícios para a Venezuela há muito tempo. A esquerda latino-americana apoiou Hugo Chávez muito além do que seria razoável, e a defesa de Nicolás Maduro é, francamente, grotesca. (Poder A8)

Conservador, Vélez ainda não mostra diretriz para o MEC
Sem experiência política ou de gestão, o ministro Ricardo Vélez Rodríguez, da Educação, provocou controvérsias na montagem da equipe e em entrevistas. Até agora, ele ainda não apresentou diretrizes para a pasta. (Cotidiano B1)

Programa de Doria busca preservar obras no estado (Poder A4)

Bolsa se aproxima de 100 mil pontos, mas abaixo do pico (Mercado A17)

Terra indígena, cuja demarcação Bolsonaro quer rever, tem produção agropecuária sem devastação da floresta. (Poder A12)

Editoriais
Desafios privatistas
Sobre planos ambiciosos para a venda de estatais.

Rio de tragédias
Acerca de seqüência de eventos mortais na cidade. (Opinião A2)

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