O Globo

Manchete : Bolsonaro convida Moro para Justiça e quer votar Previdência neste ano
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou ontem, na primeira rodada de entrevistas após a vitória, que vai convidar o juiz Sergio Moro para ser ministro da Justiça ou ocupar uma vaga que venha a ser aberta no Supremo Tribunal Federal (STF).“Se houver interesse da parte dele, com toda certeza será uma pessoa de extrema importância num governo como o nosso”, disse.
Bolsonaro pretende que seja colocado em votação, ainda este ano, ao menos um trecho da reforma da Previdência proposta pelo governo Temer. Ele voltou a defender a liberação da posse de armas para todos. Disse que seu partido, o PSL, que elegeu a segunda maior bancada, deve ficar fora da disputa pela presidência da Câmara.
Bolsonaro atacou a “Folha de S.Paulo”, ameaçando o jornal e outros veículos com o corte de verbas publicitárias. Para a “Folha”, ele ainda não entendeu o papel da imprensa. (Página 4)

Editorial
Primeiro discurso formal define os alvos corretos (PÁGINA 2)
Viagens a Chile, EUA e Israel sinalizam guinada na política externa (PÁGINA 8)

Rodrigo Maia diz que o DEM vai apoiar a agenda de Paulo Guedes (PÁGINA 6)

Antes petistas, Rio e Minas pesaram para vantagem de Bolsonaro (PÁGINA 10)

Em busca de protagonismo na oposição, Ciro volta a atacar PT, que rebate (PÁGINA 9)

Colunistas
MERVAL PEREIRA
Sociedade organizada dará limites a governo (PÁGINA 2)

MÍRIAM LEITÃO
Grande desafio vermelho é o das contas públicas (PÁGINA 22)

BERNARDO MELLO FRANCO
Sinais trocados nas entrevistas (PÁGINA 6)

JOSÉ CASADO
O problema agora é cumprir as promessas (PÁGINA 3)

Os desafio de Witzel em cinco áreas
O que esperar da nova gestão
O governador eleito Wilson Witzel terá de construir base de apoio na Alerj, onde o PSC fez apenas dois dos 70 deputados. Especialistas avaliam o que esperar de sua administração em meio à crise financeira. (PÁGINAS 14 e 15)
Déficit do governo cai, mas dívida alta preocupa
As contas do governo tiveram déficitd e R$87,8 bilhões,pouco mais da metade do rombo previsto. Para economistas, porém, aumento do endividamento preocupa. (PÁGINA 21)

Pós-eleição tem alta do dólar e queda da Bolsa
A Bolsa caiu 2,24% no primeiro pregão pós-eleição e o dólar subiu 1,39%, por causa da realização de lucros e da piora no cenário externo. (PÁGINA 23)

Poluição do ar causa a morte de milhares de crianças no mundo (PÁGINA 27)


O Estado de S. Paulo

Manchete: Bolsonaro quer votar reforma da Previdência este ano
Presidente eleito negocia com Temer aprovação de pelo menos parte da atual proposta
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse ontem que vai trabalhar pela aprovação, ainda este ano, de pelo menos parte da reforma da Previdência proposta por Michel Temer. “Buscaremos junto ao atual governo aprovar alguma coisa. Senão num todo, em parte do que está sendo proposto, porque evitaria problemas para o futuro governo”, afirmou à TV Record. A proposta que está na Câmara prevê idade mínima inicial de 53 anos para mulheres e 55 anos para homens, avançando ao longo de duas décadas para as exigências de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. “A melhor reforma é aquela que passa no Parlamento”, disse mais tarde, em entrevista à Band. “Se quiser impor 65 anos, a chance de derrota é muito grande”, afirmou, ressaltando que o aumento seria gradual. A declaração contraria o que tem dito Onyx Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil: “Queremos um projeto de longo prazo, para cerca de 30 anos”. (ECONOMIA / PÁG. B1)

Definidas as primeiras viagens
Chile, EUA e Israel serão os primeiros países a ser visitados por Jair Bolsonaro após assumir a Presidência, segundo Onyx Lorenzoni. (POLÍTICA / PÁG. A10)

Militares querem ter 25 cargos na transição
O chamado “grupo de Brasília”, comandado pelos generais da reserva Augusto Heleno e Oswaldo Ferreira, entregou uma lista de 25 nomes ao deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que deve coordenar a transição do governo Temer para a gestão de Jair Bolsonaro. As demais indicações serão feitas pela equipe econômica da campanha, liderada pelo economista e futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, e pelo núcleo político. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Convite para Moro
Jair Bolsonaro afirmou ontem que pretende convidar o juiz federal Sérgio Moro para ser ministro da Justiça em seu futuro governo ou para ocupar uma vaga no STF. (PÁG. A8)

Prefeitos pedem ao eleito R$ 28 bi para obras
O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, entregou à equipe de Jair Bolsonaro pedido de R$ 28 bilhões para a conclusão de milhares de obras paradas. O repasse vem sendo postergado pela União. No discurso após a divulgação do resultado das urnas, Bolsonaro disse que, em sua gestão, “os recursos federais irão diretamente do governo central para os Estados e municípios”. (ECONOMIA / PÁG. B3)

Extradição de Battisti
Eduardo Bolsonaro reforçou a promessa de extradição de Cesare Battisti. Pelo Twitter, ele disse ao ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, que “o presente está chegando”. (PÁG. A10)

‘O PSDB perdeu a sintonia com a realidade’
O ex-prefeito João Doria (PSDB) fez duras críticas a seu partido e defendeu mudanças na sigla, comandada por Geraldo Alckmin. “O PSDB perdeu o chão de fábrica, ficou no escritório.” Ele desconversou quando questionado se vai cumprir o mandato até o fim ou disputar o Planalto em 2022. (POLÍTICA / PÁG. A13)

MP apura pedido de deputada por imagens de aulas
O Ministério Público de Santa Catarina vai apurar a conduta da deputada estadual eleita Ana Caroline Campagnolo (PSL), que pediu que alunos filmassem professores e denunciassem condutas tidas por ela como “ideológicas”. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Poluição mata 633 crianças por ano no País (METRÓPOLE / PÁG. A17)

Colunistas
Eliane Cantanhêde
Bolsonaro parece estar tateando, testando, indo e voltando, mas o importante é que ele sabe ouvir e recuar. (POLÍTICA / PÁG. A6 )

Ana Carla Abrão
Uma multidão protestou em 2013. Agora, o eleitor se manifestou em favor de renovação e contra a corrupção. (ECONOMIA / PÁG. B5)

Notas & Informações
Desarmando os espíritos
Bolsonaro e Haddad, em seus discursos, reduziram em vários graus o tom belicoso da campanha eleitoral e conclamaram respeito às regras do jogo e prevalência do interesse nacional. (PÁG. A3)

A vitória de João Doria
O eleitor optou pela continuidade de uma administração que tem apresentado um padrão acima da média brasileira. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Bolsonaro convida Moro para Justiça e quer votar Previdência neste ano
Ao menos parte da reforma proposta por Temer seria aprovada
PSL ficará fora da disputa pela presidência da Câmara
Mídia crítica é ameaçada com corte de verba publicitária
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou ontem, na primeira rodada de entrevistas após a vitória, que vai convidar o juiz Sergio Moro para ser ministro da Justiça ou ocupar uma vaga que venha a ser aberta no Supremo Tribunal Federal( STF). “Se houver interesse da parte dele, com toda certeza será uma pessoa de extrema importância num governo como o nosso”, disse. Bolsonaro pretende que seja colocado em votação, ainda este ano, ao menos um trecho da reforma da Previdência proposta pelo governo Temer. Ele voltou a defender a liberação da posse de armas para todos. Disse que seu partido, o PSL, que elegeu a segunda maior bancada, deve ficar fora da disputa pela presidência da Câmara. Bolsonaro atacou a “Folha de S.Paulo”, ameaçando o jornal e outros veículos com o corte de verbas publicitárias. Para a “Folha”, ele ainda não entendeu o papel da imprensa. (PÁGINA 4)

Manchete: Bolsonaro quer parte da nova Previdência aprovada em 2018
Presidente eleito diz que pedirá a Temer tentativa de aprovação e que convidará Moro para ser ministro
Um dia após vencer a eleição presidencial, Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que vai conversar com Michel Temer (MDB), atual ocupante do posto, para tentar aprovar “ao menos parte” da reforma da Previdência ainda em 2018, antes de assumir o cargo. Em uma série de entrevistas para emissoras de TV na noite de ontem, Bolsonaro declarou que a antecipação evitaria problemas para o futuro governo. A declaração contradiz entendimento anterior da equipe de Bolsonaro. Coordenador político da campanha do PSL, Onyx Lorenzoni (DEM-RS) afirmou no início de outubro que o assunto só seria discutido depois da posse. Bolsonaro também confirmou que pretende indicar o juiz federal Sergio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba, para uma das vagas do STF ou convidá-lo para ser seu ministro da Justiça. “Se tivesse falado isso lá atrás, durante a campanha, soaria oportunista, mas agora, sim: pretendo, sim [convidar Moro]”, disse o presidente eleito. (Eleições 2018 A4)

Isto é Jair
Católico, político tem aliança sólida com líderes evangélicos (A10)

Perfis distintos marcam os filhos parlamentares (A10)

Futura primeira-dama nega que marido seja preconceituoso (A10)

Após emular Olavo de Carvalho, eleito adere a britânico Churchill (A14)

José Murilo de Carvalho
Constituição é generosa com influência militar
O historiador diz que o maior risco à democracia do governo Bolsonaro não é um autogolpe, mas a Constituição dar às Forças Armadas papel de garantidoras dos Poderes. “Muita coisa ruim pode ser feita dentro desses limites sem caracterizar golpe.” (A12)

‘Esse jornal se acabou’, diz Bolsonaro sobre a Folha
Jair Bolsonaro voltou a ameaçar a Folha. Ao Jornal Nacional, disse que, “por si só, esse jornal se acabou”. Chamou de mentirosa reportagem de janeiro sobre uma funcionária fantasma de seu gabinete na Câmara, que vendia açaí em Angra dos Reis (RJ). Após a segunda reportagem, em agosto, o deputado exonerou a servidora. (A6)

Doria nega que PSDB será linha auxiliar do Palácio do Planalto
Governador eleito de SP, João Doria negou que seu alinhamento à gestão de Jair Bolsonaro signifique a transformação de seu partido em uma linha auxiliar do novo presidente. “Eu respondo pelo PSDB de São Paulo”, disse. (A19)

Vitória de Zema em MG é teste para as ideias do Partido Novo
Minas Gerais servirá de teste para o Novo, partido criado há três anos tendo como bandeiras o liberalismo econômico, corte de privilégios e fim das indicações políticas. Romeu Zema foi eleito governador com 71,8% dos votos. (A20)

Argentina teme afastamento do governo brasileiro
O anúncio de que o Chile será o primeiro destino internacional de Bolsonaro e a declaração do futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, de que a Argentina não será prioridade do novo governo, preocupam o país vizinho. (Mundo A21)

General descarta ação militar do país na Venezuela
Após fala de funcionário do governo colombiano, o general Augusto Heleno, que pode assumir a pasta da Defesa, rechaçou a possibilidade de o Brasil comandar plano militar contra o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. (Mundo A22)

Eleições 2018
Proposta do novo governo para educação a distância gera dúvida sobre custo (A25)

Hélio Schwartsman
A ambiguidade não é uma surpresa em Bolsonaro (A2)

Haddad deseja sucesso ao capitão reformado, e Lula pede calma a petistas (A16)

Pablo Ortellado
Discordantes terão tarefa de escutar e resistir (A2)

João Pereira Coutinho
Populismo é falsificação da política democrática (C6)

Futuro ministro fala em câmbio previsível, e Bolsa desaba e dólar avança (A28)

Editoriais
Qual PSDB?
Acerca de triunfo de Doria em SP e declínio de líderes.

Pequenez na derrota
Sobre campanha de Haddad e estratégia petista.
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