O Globo

Manchete : PT perdeu 10 milhões de votos em cidades ‘classe C’
Crise econômica, rejeição aos políticos e violência alteraram o mapa eleitoral nos 3.294 municípios onde predominam famílias de renda média. Marca das administrações petistas na Presidência, a entrada de 52 milhões de brasileiros na classe C entre 2003 e 2014 deixou de ser um capital político do PT. Levantamento feito a partir do resultado eleitoral em 3.294 cidades onde a renda familiar é predominantemente média (R$ 2 mil a R$ 8,6 mil) revela que o partido do ex-presidente Lula perdeu dez milhões de votos na comparação entre as eleições de 2014 e 2018. Se fossem contabilizadas apenas as urnas desses municípios, Jair Bolsonaro (PSL) teria vencido no 1º turno com 51,9%, contra 23,4% de Fernando Haddad (PT). A queda da renda a partir da recessão provocou, pela primeira vez, o encolhimento da classe C, que caiu de 118 milhões para 116 milhões de pessoas, segundo os últimos dados disponíveis. E teve, avaliam especialistas, impacto eleitoral. Violência e rejeição à política tradicional também pesaram. (PÁGINA 4)
Em vídeo, Witzel ensina truque para juiz ganhar mais
Candidato ao governo do Rio, Wilson Witzel explica, em vídeo, como criou uma “engenharia” para receber gratificação extra de R$ 4 mil, informa Guilherme Amado, do blog de Lauro Jardim. O presidenciável Jair Bolsonaro descartou apoiar tanto o ex-juiz quanto Eduardo Paes no segundo turno. (PÁGINAS 7 e 12)
O que prometem, na retal final, os candidatos do Rio
Enquanto Witzel prioriza linha-dura com “abate” de bandidos, Paes promete assumir pessoalmente o setor de segurança. (PÁGINA 13)
A voz dos ‘graúdos’ que foram tragados pelas urnas
Caciques do Congresso, que disputavam a reeleição mas não venceram, refletem sobre o fracasso no último domingo. (PÁGINA 14)
Negociação direta com indústria evita fechamento de lojas
Pequenas e médias varejistas em dificuldades estão recorrendo aos fornecedores, em vez de ir aos bancos, para não cair na inadimplência e manter as portas abertas. O setor produtivo já tem profissionais para avaliar riscos de um acordo financeiro na negociação direta para parcelar ou adiar pagamentos. (PÁGINAS 21 e 22)
Desmatamento no Cerrado ameaça oferta de água e clima do centro-sul (PÁGINA 29)
Sem o carisma de Chávez, Maduro faz governo mais repressor (PÁGINA 28)
Colunistas
MÍRIAM LEITÃO
Não se governa com sucesso com teses extremadas (PÁGINA 22)
DORRIT HARAZIM
‘Day after’ dará a medida do apreço pela democracia (PÁGINA 3)
MERVAL PEREIRA
Minas continua sendo o espelho do Brasil (PÁGINA 2)
ELIO GASPARI
O delegado viu paz e amor na suástica (PÁGINA 5)
Editorial
A AGENDA PESADA QUE ESPERA O NOVO PRESIDENTE (PÁGINA 2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete : Gestão Haddad pagou R$ 245 milhões em contratos sob suspeita
Verba foi destinada a empreiteiras envolvidas na Lava Jato em obras de túnel
O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, pagou de 2013 a 2016, enquanto esteve à frente da Prefeitura de São Paulo, R$ 245 milhões a empreiteiras envolvidas na Lava Jato. Os valores referem-se a obras incluídas nos contratos de um túnel de 2,4 quilômetros da Avenida Roberto Marinho, na zona sul da capital, até a Rodovia dos Imigrantes. Sob a justificativa de que estava fazendo uma “inversão de prioridade” por causa da falta de recursos, o ex-prefeito suspendeu as obras do túnel no segundo mês do mandato, em fevereiro de 2013 – antes da deflagração da Lava Jato –, mas manteve outras obras viárias, a construção de moradias populares e de trechos de um parque linear. Os contratos foram assinados em 2011, pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), com valor original de R$ 1,98 bilhão. Os lotes eram liderados por OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão. (POLÍTICA / PÁGS. A4 e A6)
Candidato nega irregularidades
Fernando Haddad diz que as suspeitas de faturamento se aplicavam apenas ao túnel e, por isso, deu sequência às outras obras. (PÁG. A6)
PSL receberá R$ 110 milhões do Fundo Partidário
O crescimento exponencial da bancada do PSL na Câmara dos Deputados garantirá ao partido do presidenciável Jair Bolsonaro a maior fatia do Fundo Partidário a partir do próximo ano. Levantamento feito pelo Estado com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a sigla receberá em torno de R$ 110 milhões do fundo – abastecido com recursos públicos – ao longo de 2019. (POLÍTICA / PÁG. A8)
Mais votado quer Senna herói
Transformar Ayrton Senna em herói e proibir o comunismo são alguns dos objetivos do escrivão Eduardo Bolsonaro, o deputado federal mais votado do País. (POLÍTICA / PÁG. A8)
‘Não preciso ser coagido moralmente’
Entrevista
Fernando Henrique Cardoso
Alvo de ataques do PT por mais de duas décadas, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em entrevista ao Estado, disse não aceitar “coação moral” dos que agora buscam seu apoio no segundo turno. Apesar de manter postura crítica, ele afirma que há uma “porta” com Haddad (PT), mas não com Bolsonaro (PSL). (PÁG. A9)
No interior do Paraná, uma cidade partida
Amaporã, a 540 quilômetros de Curitiba, é o retrato fiel da polarização política. A cidade descobriu-se politicamente fora do centro ao registrar no primeiro turno exatamente o mesmo número de votos, 1.191, para cada uma das pontas, direita e esquerda, relata o enviado especial Pablo Pereira. Com o empate nas urnas entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, a pequena produtora de mandioca, gado e cana, de 3,8 mil eleitores, dos quais 2,9 mil votaram para presidente, passou a viver dias de tensão, com os moradores se mobilizando para arregimentar cada voto discordante para o segundo “round”, no dia 28. (PÁG. A10)
Candidatos em RJ, MG e RS resistem a aperto
Candidatos aos governos de Rio, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, Estados com a situação fiscal mais grave, resistem em encampar ajustes, fazem promessas que incluem aumento de gastos e alguns rejeitam a privatização de estatais para aderir ao socorro do governo federal. (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B4)
Eliane Cantanhêde
‘Bloco da Sensatez’
Devastado, o PSDB tenta juntar os cacos e articular um bloco na Câmara contra a crise já contratada para 2019. (POLÍTICA / PÁG. A6)
Vera Magalhães
Já ir se acostumando
Bolsonaro precisa já ir se familiarizando com as normas constitucionais que ditarão o que ele poderá fazer se eleito. (POLÍTICA / PÁG. A8)
Notas&Informações
A cautela dos partidos
Na neutralidade de tantos partidos no segundo turno se pode vislumbrar a preocupação para não assumir posições que possam contrariar sua base eleitoral. (PÁG. A3)
Um pacto pela governabilidade
A proposta de um pacto entre os Três Poderes merece ser discutida. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete : Com 73% de dinheiro público, turno custou R$ 2,8 bilhões
Financiamento veio de fundos partidário e eleitoral; verba privada foi de R$ 764 mi
O balanço das campanhas eleitorais mostra que os candidatos tiveram R$ 2,82 bilhões em receita oficial, sendo 73% de origem pública (fundos partidário e eleitoral) . O dinheiro privado (doações ou dos próprios políticos) foi de R$ 764 milhões.
Os valores ainda vão aumentar, pois há disputa em segundo turno pela Presidência e pelo governo de 13 estados e do Distrito Federal. Os candidatos a presidente que ficaram na disputa receberam R$ 51,4 milhões. A diferença entre eles é grande.
Jair Bolsonaro (PSL) teve à disposição R$ 1,9 milhão, e Fernando Haddad (PT), R$ 49,5 milhões, incluindo o montante direcionado à campanha de Lula antes de o ex-presidente, que está preso, ser impedido de concorrer pela Justiça Eleitoral.
Há quatro anos o gasto das campanhas foi de R$ 5 bilhões (R$ 6,4 bilhões em valores atualizados), sendo R$ 3 bilhões (R$ 3,8 bilhões hoje) provenientes das empresas, que estão proibidas desde 2015 de fazer doações a candidatos. (Eleições 2018 / Pág. A4)
Bolsonaro fará um governo dentro da lei, afirma general
Entrevista : Oswaldo Ferreira
Um dos coordenadores do plano de governo de Jair Bolsonaro (PSL), o general da reserva Oswaldo Ferreira nega intenções autoritárias do presideneiável. “Se for eleito, será um governo estritamente legal.” Cotado para ser ministro da área de infraestrutura, ele defende a disciplina (“uma coisa boa para a democracia”), regra nas Forças Armadas. (Mercado / Pág. A20)
Em sete anos, duplicam casos de doença de Chagas aguda no país
Os casos passaram de 136 para 356 entre 2010 e 2017. A transmissão via oral, por alimento contaminado, predomina. No Pará, com metade dos registros, a doença está associada ao açaí, com mais notificações na safra, (Cotidiano / Pág. B1)
Somente 7% dos hospitais do Brasil possuem equipes de cuidados paliativos (Saúde / Pág. B6)
Diretores ficaram soltos para se corromper em estatais, diz Haddad (Pág. A13)
Seja qual for o resultado, seremos a resistência positiva, afirma Huck (Pág. A15)
Para marqueteiro do PSDB, facada foi decisiva no primeiro turno (Pág. A12)
Antonio Prata
Sonhei que, costurado, o Brasil vencia o fascismo (Pág. B3)
Marcelo Leite
Plano do candidato do PSL é antiecológico (Pág. B6)
Editorial
Governo incerto
Acerca de convivência com o Congresso fragmentado.
Desburocratização tardia
Sobre dispensa de documentos no setor público. (Opinião / Pág. A2)
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