O Globo

Manchete: Bolsonaro pretende liberar, por decreto, posse de arma
Eleito quer garantir autorização para todos sem antecedentes criminais
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou que vai garantir o direito à posse de arma de fogo para qualquer cidadão que não tenha antecedentes criminais. Atualmente, é necessário cumprir uma série de resquisitos, como comprovar capacidade técnica e aptidão psicológica para usar armas. Bolsonaro também quer tornar definitiva a posse, que hoje tem prazo de cinco anos. Para especialistas, liberação pode aumentar número de mortes por armas de fogo, em brigas ou acidentes. (PÁGINA 4)

Número de PMs mortos é o menor em 24 anos
O Rio registrou a morte de 92 PMs em 2018, menor número em 24 anos. Programas de capacitação e a intervenção federal na segurança contribuíram para a redução de 43%. A maioria (76%) não estava em serviço e foi vítima de assalto, briga ou execução, relata RAFAEL SOARES. (PÁGINA 15)

Reformas e corrupção marcam gestão Temer
Denúncias travam mudanças na Previdência
Presidente chega ao fim do governo cercado por denúncias e com a pior avaliação da História. Gestão da economia é o principal legado, mas reformas ficaram incompletas. (PÁGINA 13)

Empresas médias ‘herdam’ obras após a Lava-Jato
Com a derrocada das grandes empreiteiras após a Lava-Jato, obras e concessões estão sendo assumidas por empresas de médio porte, companhias estrangeiras e fundos de investimento. Para analistas, a pulverização é bem-vinda, mas, com a retomada da economia, a capacidade de entregados“ herdeiros” é incerta. (PÁGINA 21)

Colunistas
EDITORIAL
Frágil na ética presidente conseguiu debelar crise (PÁGINA 2)

MERVAL PEREIRA
Liberar armas tem pouco a ver com a segurança (PÁGINA 2)

MÍRIAM LEITÃO
Brasil real espera ações concretas de Bolsonaro (PÁGINA 22)

ASCÂNIO SELEME
Existe luz no fim do túnel para a segurança no Rio (PÁGINA 12)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Para Temer, Bolsonaro não deve desprezar Congresso
Presidente diz que relação Executivo-Legislativo dificilmente mudará e que sucessor deve aprovar a Previdência
Prestes a deixar o Planalto, Michel Temer diz acreditar que Jair Bolsonaro terá dificuldades para mudar a relação com o Congresso, apesar de seu discurso avesso à negociação com partidos. Ele, no entanto, afirma que, depois de 28 anos na Câmara, o presidente eleito “sabe como são as coisas”. “Não há hipótese de você dizer ‘eu sou do Executivo e vou desprezar o Congresso’. Isso nunca deu certo.” Se pudesse dar um “palpite” para o sucessor, aponta a urgência na aprovação da reforma da Previdência e a necessidade de fazer a simplificação tributária. “O fundamental seria a Previdência. E eu não fatiaria, é preferível contornar as resistências de uma vez.” Por fim, diz ter um arrependimento: “Houve aquele episódio do rapaz (Joesley Batista) que foi me gravar. A reforma da Previdência seria aprovada, mas aí houve aquela trama, muito bem urdida”. (POLÍTICA / PÁG. A8)

João Domingos
Nos seus 963 dias de governo, o presidente Michel Temer mudou os rumos da economia brasileira e implantou um projeto liberal, desestatizante e fiscalista, que deve ser usado pelo sucessor, Jair Bolsonaro. (PÁG. A6)

Câmara gasta R$ 8 milhões com saúde de parlamentares
A Câmara gastou R$ 7,9 milhões para ressarcir despesas médicas de 203 deputados com hospitais e clínicas particulares em 2018. A Coluna do Estadão obteve a planilha dos reembolsos por meio da Lei de Acesso à Informação. Apenas para um deputado foram ressarcidos R$ 3,2 milhões. A Câmara oferece 70 médicos, mas permite o uso de clínicas particulares. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Deputados querem teto de salário igual ao do STF
Depois que ministros do Supremo Tribunal Federal conseguiram elevar em 16,38% os salários – de R$ 33,7 mil para R$ 39,3 mil –, os candidatos à presidência da Câmara dos Deputados defendem a equiparação automática dos vencimentos nos três Poderes. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Registro de arma sobe 280% no País
As licenças emitidas pela Polícia Federal para posse de arma de fogo foram de 8,7 mil para 33 mil entre 2009 e 2017. Ontem, Jair Bolsonaro prometeu decreto para facilitar posse. (METRÓPOLE / PÁG. A12)

Notas&Informações
País conectado
A expansão acelerada do uso da internet no Brasil tem óbvias implicações econômicas, sociais e políticas. Mas ainda há um contingente significativo de brasileiros excluídos da rede. (PÁG. A3)

O custo do vaivém judicial
Decidir escutando apenas uma única parte é de imenso risco. O papel da Justiça é assegurar um espaço de debate e de contraditório. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Bolsonaro quer facilitar posse de arma por decreto
Pretensão do governo que assume na terça inclui tornar o registro definitivo
Jair Bolsonaro (PSL) deve assinar decreto para facilitar o acesso a armas no Brasil. A três dias de assumir a Presidência, ele escreveu: “Por decreto pretendemos garantir a posse de arma de fogo para o cidadão sem antecedentes criminais, bem como tornar seu registro definitivo”. A mensagem foi veiculada em uma rede social. Na campanha, Bolsonaro prometeu uma política mais permissiva para armas de fogo, com a revogação do Estatuto do Desarmamento, o que exigiria aprovação do Congresso. Já o decreto depende apenas da ação do Executivo. Pelas regras atuais, para ter arma é preciso ser maior de 25 anos, ter ocupação lícita e residência certa,não ter sido condenado ou responder a inquérito ou processo, comprovar capacidade técnica e psicológica e declarara efetiva necessidade de uso do artefato. A posse dá à pessoa o direito de ter arma de fogo em casa, não de transportá-la ou de mantê-la consigo. Já o porte é proibido aos brasileiros, exceto para membros de Forças Armadas, polícias, guardas, agentes penitenciários e empresas de segurança privada. (Cotidiano B1)

Meta inicial de presidente eleito é animar setor produtivo
No início do governo, Jair Bolsonaro (PSL) vai concentrar esforços para melhorar o ambiente de negócios. A equipe econômica lançará ações desburocratizantes que confirmam promessas de menor intervenção estatal. Nos últimos dias, o time do presidente eleito trabalhou para reduzir custos cartoriais e na revisão de subsídios. (Mercado A15)

Lava Jato de SP completa um ano com pouco avanço
Criada para apurar episódios da delação da Odebrecht enviados pelo Supremo Tribunal Federal à Justiça de São Paulo, força-tarefa completa um ano sem apresentar denúncias relacionadas aos casos. Apenas uma ação, de natureza cível, foi resultado das petições iniciais. (Poder A4)

Governo Bolsonaro
Estrategista, Sergio Moro levará seu modelo para a política (Poder A7)

Constituição de 1988 determinou 1º de janeiro como dia da posse (Poder A7)

Samuel Pessôa
A interrogação para 2019 é se o Congresso deixará de fazer greve (Mercado A18)

Battisti é um paizão, afirma brasileiramãe de seu filho
Para Priscila Pereira, 33, Cesare Battisti, 64, não é o terrorista cruel descrito na Itália, onde foi condenado pelo assassinato de quatro pessoas. “É pacífico, amoroso, um paizão”, diz a professora, mãe do filho caçula dele, de 5 anos. No dia 13, o ministro Luiz Fux, do STF, determinou a prisão do italiano, para que fosse extraditado. Desde então, seu paradeiro é desconhecido. (Poder A11)

Editorial
A agenda retomada
Sobre processo de modernização da economia, que voltou a ter continuidade com Temer e deve ser mantido por Bolsonaro. (Opinião A2)
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