Mais uma vitória da Ficha Limpa no TSE – No ‘Estado’, vices reabrem polêmicas de MST e Farc – Anac fecha ouvidos a consumidores – Alemanha envia navio de lixo ao Brasil – Mau cheiro nas lagoas e ameaça a 2016 – Déficit de casas é de 5,8 milhões – Relatório final da PF indicia 42 cotistas do Opportunity – Receita investiga dez servidores no caso EJ …

Folha de S. Paulo

Lula diz que terá papel ativo em eventual governo Dilma

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu ontem pela primeira vez que vai ter um papel ativo em um eventual governo da sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff (PT), chamada por ele de “minha presidenta”. Ao fazer uma provocação ao antecessor Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em entrevista a rádios do Nordeste, Lula disse que ao deixar o cargo percorrerá o país e dará palpites em caso de “alguma coisa errada”.

Até ontem, Lula adotava o discurso de que jamais se envolveria no próximo governo porque, dizia, a melhor contribuição que um ex-presidente pode dar ao país é não incomodar ou dar palpites no governo do sucessor. A Folha apurou que a mudança de tom tem objetivo de funcionar como uma garantia dada por Lula aos eleitores de que a escolha de Dilma não oferece riscos. Trata-se de uma contraposição ao discurso da oposição de que a ex-ministra é inexperiente.

Na TV, Dilma se apoia em Lula, e Serra foca saúde

No primeiro dia da propaganda gratuita na TV, ontem, Dilma Rousseff (PT) procurou mostrar que tem biografia suficiente para suceder o presidente Lula, enquanto José Serra (PSDB) fixou o tema da saúde como bandeira de campanha. O programa de Dilma à tarde ressaltou sua trajetória profissional, para combater a crítica de que ela não tem experiência. O de Serra, cuja campanha busca amenizar uma imagem muito paulista e mais elitizada, mostrou o tucano integrado à diversidade regional do país e suas origens “de homem do povo”.

À noite, ambas as campanhas alteraram o conteúdo do programa de TV. Lula apareceu muito mais ao lado de Dilma, dialogando com ela e dividindo realizações. O presidente gravou depoimento no Palácio da Alvorada, residência oficial do governo, em que diz: “Tem pessoas a quem a gente confia um trabalho, e elas fazem tudo certo. Estes são os bons. E há pessoas a quem a gente dá uma missão, e elas se superam. Estes são os especiais. Dilma é assim”.

Aliados de Serra criticam “repeteco” de imagens na TV

A repercussão da estreia dos presidenciáveis na TV foi compatível com a situação de cada um nas pesquisas. Enquanto os petistas elogiavam o desempenho da líder Dilma Rousseff, aliados de José Serra lamentavam que seu programa tenha repetido cenas inteiras da propaganda partidária veiculada há dois meses pelo PSDB.

À noite, a assessoria de Serra estudava entrar com uma representação contra o PT por causa do uso do Palácio da Alvorada no horário de Dilma. Para o advogado da campanha, Ricardo Penteado, a gravação de cenas com Lula no Alvorada poderia configurar uso de bem público para fins eleitorais. Os aliados do tucano, porém, se queixaram de que o horário eleitoral reproduziu até piada do velho programa do PSDB -“ainda não descobri genérico para a calvície”.

Disputa PSDB-PT pauta debate estadual

No primeiro debate on-line do Brasil, realizado ontem pela Folha e pelo UOL entre candidatos ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin e Aloizio Mercadante reproduziram no plano estadual a polarização entre PSDB e PT. Enquanto Alckmin evitou atacar Lula, Mercadante procurou colar sua imagem na do presidente. A mesma estratégia usada pelos presidenciáveis José Serra e Dilma Rousseff, respectivamente. A disputa PT-PSDB levou os dois a discutir questões nacionais, como aeroportos, privatizações e verbas federais para o Estado.

Mesmo quando os temas eram estaduais (segurança, transportes e educação), as críticas de Alckmin eram ao governo federal -sem citar Lula-, e as de Mercadante, aos governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e do PSDB no Estado. Celso Russomanno (PP), terceiro candidato a participar do debate, repetiu com o petista a tabelinha usada na Band para atacar Alckmin.

No debate, candidatos distorcem dados

Geraldo Alckmin (PSDB), Aloizio Mercadante (PT) e Celso Russomanno (PP) distorceram fatos e fizeram promessas difíceis de cumprir no debate Folha/UOL entre os principais candidatos a governador de São Paulo. Um dos temas mais debatidos foi segurança. Alckmin defendeu a política do governo, dizendo que houve queda da violência no Estado. Para Russomanno, o tucano se “esqueceu de dizer que os índices [de homicídio] subiram no governo dele”.

Os dados oficiais apontam para uma queda constante dos homicídios desde 2001, incluindo a gestão Alckmin, mas em outros crimes, como furtos, houve crescimento. Russomanno tem razão, no entanto, ao apontar que o Estado não contabiliza como homicídios quando a pessoa agredida morre no hospital dias depois. Em muitos casos isso de fato ocorre. O tucano, por sua vez, distorceu dados referentes aos salários dos policiais. Segundo ele, o menor salário inicial de um soldado no Estado é de R$ 2.200. O site da Secretaria de Gestão Pública do Estado, porém, aponta que o menor valor é de R$ 1.613,72.

Receita investiga dez servidores no caso EJ

Na busca por descobrir quem violou indevidamente o sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, a Corregedoria da Receita Federal investiga dez servidores do fisco da agência do órgão em Mauá. A informação é do advogado Marcelo Panzardi, que, na sindicância instaurada sobre o caso, acompanha a servidora Addeilda dos Santos. “São dez servidores, todos da agência de Mauá”, disse Panzardi à Folha.

Addeilda pertence aos quadros do Serpro (serviço de processamento de dados do governo federal), mas atua na estrutura da Receita. Também entre os investigados está Ana Maria Caroto Cano, outra funcionária do Serpro cedida ao escritório da Receita em Mauá. Ambas são subordinadas à servidora do fisco Antonia Aparecida dos Santos Neves Silva, dona da senha que ficou registrada nos sistemas da Receita por ter acessado os dados de EJ.

Relatório final da PF indicia 42 cotistas do Opportunity

O relatório final da Polícia Federal sobre o inquérito da Operação Satiagraha que investigou o fundo de investimentos Opportunity Fund, sediado nas Ilhas Cayman, aponta que 42 cotistas usaram a carteira para fazer operações financeiras ilegais. O fundo investigado é ligado ao grupo Opportunity, que é comandado pelo banqueiro Daniel Dantas, réu acusado de ter cometido crimes financeiros apurados na operação da PF.

O grupo de cotistas, formado majoritariamente por empresários, foi indiciado por evasão de divisas. Dois deles também foram acusados de lavagem de dinheiro. Um administrador do Opportunity Fund foi indiciado sob acusação de gestão fraudulenta, evasão de divisas e formação de quadrilha. O grupo Opportunity negou ontem as acusações da PF, e Dantas contestou a ação criminal da Satiagraha.
O Globo

Eleições 2010: Na TV, Lula é usado até no programa de Serra

A figura de Lula dominou a estreia de Dilma Rousseff (PT) no horário eleitoral e foi citada até no jingle de José Serra (PSDB): “Quando Lula da Silva sair, é o Zé que eu quero lá”. Lula gravou para Dilma até no Alvorada. Os programas tentaram amenizar a imagem técnica dos candidatos. Serra, chamado de Zé, destacou exaustivamente realizações na Saúde. Em Pernambuco, Lula comparou Serra à sua situação em 1994: “Vivi isso. O povo votava no Real e me lasquei.”

Os enganos e acertos do 1º programa

Enquanto Dilma Rousseff (PT) quis se mostrar afetiva, José Serra (PSDB) tentou ser popular. E Marina Silva (PV) se perdeu no meio ambiente. No primeiro programa eleitoral, a maioria dos presidenciáveis se preocupou em apresentar sua biografia, mas, segundo cientistas políticos que analisaram a propaganda a pedido do GLOBO, alguns tiveram mais erros que acertos — como os fatos de Serra ter posto o nome do presidente Lula no jingle e de Marina não ter sido apresentada no programa.

Para o professor de sociologia e política da PUC-Rio Ricardo Ismael, Serra acertou ao falar de saúde, tema que interessa ao eleitorado, e ao listar cargos para os quais foi eleito, enquanto Dilma ocupou cargos executivos, não eletivos. O fato de Serra ter falado para a câmera, porém, deixou o programa com menos emoção do que o da petista. Marina, dizem os analistas, teve o pior primeiro programa.

Tucano cobra de petista posição sobre o Irã

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, classificou ontem como uma ação meramente “eleitoral” a oferta de asilo feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à viúva iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte sob a acusação de adultério. Serra questionou ainda a postura do ministro-chefe da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo Vannucchi, que chegou a chamar de “ditador” o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, após descartar a possibilidade de Sakineh ser mandada para o Brasil.

Para Serra, a interferência do governo em favor da iraniana teria como objetivo principal beneficiar a candidata petista, Dilma Rousseff, que quer conquistar o voto feminino. E cobrou da adversária um posicionamento claro em relação ao Irã. Durante o Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, Serra acusou ainda o governo Lula de ter mentido durante a votação que derrubou a cobrança da CPMF:

Petistas criticam ‘uso’ de Lula no programa de Serra

O PT reagiu à estratégia do programa de televisão e de rádio do candidato do PSDB, José Serra, de apresentá-lo como sucessor de Luiz Inácio Lula da Silva ou de tentar vincular o tucano ao presidente. Integrantes da campanha de Dilma Rousseff acusaram o candidato de fraude eleitoral pelo fato de ter usado no rádio um personagem que imitava sotaque e voz de Lula. Petistas ameaçam entrar com representação na Justiça Eleitoral para impedir a estratégia tucana.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, ironizou, pelo Twitter, o fato de Serra ter usado cantores de pagode, na laje, cantando seu jingle. Dutra lembrou da semelhança com o cenário da novela “Duas Caras”: “O programa do Serra foi gravado na favela da Portelinha. Mas ficou faltando aparecer o botafoguense Juvenal (Antena, personagem)”.

No Rio, DEM ignora Serra e Gabeira

A estreia do horário eleitoral gratuito mostrou que a fidelidade às alianças costuradas pelas coligações partidárias está sendo ignorada. O programa do DEM para deputado federal, por exemplo, não fez uma menção sequer ao logotipo de Fernando Gabeira (PV), candidato ao governo. Nem a nenhum outro partido ou a José Serra, candidato que os demistas apoiam à Presidência. No Rio, o DEM formou coligação com PSDB, PPS e PV.

Já no programa tucano, havia, atrás dos candidatos proporcionais, o número do Partido Verde e de Serra. No programa do PV, até Marina Silva deu as caras, mas nada do número de Gabeira. “Esta terça-feira foi o primeiro dia, ainda há 44. Vai se ajustar nos próximos. Não teve nenhum motivo para o Gabeira não aparecer no programa do DEM. O primeiro programa foi feito com pressa”, disse o presidente nacional do DEM, deputado federal Rodrigo Maia, que, por sua vez, teve destaque no programa de ontem da sigla, cujo “âncora” foi o pai e candidato ao Senado, Cesar Maia.

Gabeira — que no período pré-eleitoral enfrentou uma crise interna no próprio PV, porque alguns setores do partido queriam lançar candidatura própria ao Senado — disse que sua aparição na propaganda dos candidatos a deputado da coligação nunca foi negociada. “Não tem problema em não mostrar. Estão completamente livres”, respondeu Gabeira. A aliança regional entre PT e PMDB, partidos que lançaram ao Senado o petista Lindberg Farias e o peemedebista Jorge Picciani, também mostrou problemas no programa de ontem.

Déficit de casas é de 5,8 milhões

Jacineide Maria da Silva, de 40 anos, e Jaqueline Barbosa da Silva, de 22, são vizinhas na comunidade do Coque, na Ilha Joana Bezerra, próxima ao Centro da capital pernambucana. Residem em casas precárias, sujeitas a inundações a cada chuva forte. Mesmo assim, dão-se por felizes.

Ex-moradoras de rua, não gostam muito de lembrar os anos ao relento. Quando falam sobre o assunto, relatam o medo de morrer e de voltar a engrossar as estatísticas do déficit habitacional no país — estimado, segundo os últimos dados do Ministério das Cidades, em 5,8 milhões de lares. O que as moradoras da Rua São Pedro não sabem é que, mesmo tendo um teto, elas fazem parte das estatísticas:

— Domicílios improvisados, barracas, prédios em construção, casas em favelas, todas essas moradias são contabilizadas — explica Melissa Giacometti de Godoy, doutora em geografia humana e pesquisadora da área habitacional.

Moradoras de uma área conhecida pela violência e pela falta de infraestrutura, Jacineide e Jaqueline se sentem abrigadas mesmo vivendo em casas de zinco, tábuas velhas e pedaços de papelão, construídas sobre varas no Rio Capibaribe e sem saneamento:

Mau cheiro nas lagoas e ameaça a 2016

O mau cheiro que vem do lodo das Lagoas da Bacia de Jacarepaguá e, desde domingo, empesteia a Barra é uma ameaça aos Jogos Olímpicos de 2016, que terão no bairro o epicentro das competições esportivas. O vento forte, aliado à ressaca, revolveu o fundo das lagoas e liberou gases metano e sulfídrico. O estado promete realizar um novo projeto de dragagem, que enterraria o lodo em grandes buracos.

Capitalização da Petrobras divide governo

A Fazenda tentou, em vão, adiar a data da capitalização, marcada para 30 de setembro, temendo divergências entre valores do barril que servem de referência ao aumento de capital. O investidor George Soros vendeu todas as ações da Petrobras de seu fundo.

Alemanha envia navio de lixo ao Brasil

A Receita Federal apreendeu 22 toneladas de lixo doméstico vindas do porto de Hamburgo, na Alemanha. As empresas responsáveis foram multadas, e a carga será devolvida em dez dias. No Rio, a CSA Siderúrgica do Atlântico foi autuada por poluição.

Anac fecha ouvidos a consumidores

Mesmo após o país sofrer um novo caos aéreo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) fechou sete dos seus dez postos de atendimento nos aeroportos, sob alegação de que a procura é baixa. Ontem, foi a vez do Galeão, até então o único no Rio.

Irã vê complô para abalar as relações com o Brasil

O governo do Irã acusou o Ocidente de usar o caso de Sakineh Ashtiani, condenada à morte, para intrigar o país com o Brasil e a Turquia por conta da defesa que ambos fizeram do programa nuclear de Teerã. Segundo o porta-voz Ramin Mehmanparast, se o Brasil fosse mais bem informado, perceberia que o “alvoroço” acerca de Sakineh tem objetivos políticos.

Bandeira roubada

O primeiro desenho da Bandeira Nacional da República, de 1889, foi furtado da Igreja Positivista do Brasil, na Glória. O prédio está em péssimas condições desde que o telhado desabou em 2009, e uma biblioteca com 16 mil volumes está ameaçada.
O Estado de S. Paulo

PT e PSDB exploram imagem de Lula na propaganda da TV

O presidente Lula – cujo governo é bem avaliado por 78% dos eleitores, segundo a última pesquisa Ibope – foi a grande estrela do primeiro dia da propaganda eleitoral. A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, usou três depoimentos dele. De forma indireta, Lula também esteve no programa do tucano José Serra, citado até mesmo no jingle de encerramento. Além do conteúdo, a propaganda de PT e PSDB também foi semelhante na forma. Ambos exploraram a biografia dos candidatos, intercalando depoimentos emocionados. A propaganda de Serra lembrou a fórmula adotada pela campanha vitoriosa de Gilberto Kassab à Prefeitura de São Paulo em 2008. A de Dilma resgatou o tom “Lulinha paz e amor”, marca da corrida eleitoral de 2002.

No ‘Estado’, vices reabrem polêmicas de MST e Farc

A posição do governo diante de MST e Farc esquentou o debate promovido ontem no Grupo Estado com os candidatos à Vice-Presidência. “Não considero o MST um movimento social”, disse Índio da Costa, vice de José Serra. “Os movimentos sociais são bem-vindos”, rebateu Michel Temer, vice de Dilma Rousseff. Guilherme Leal, vice de Marina Silva, fugiu do duelo, mas insistiu no respeito à lei.

Temas sensíveis

Os candidatos a vice expressaram opinião favorável à união gay e ao aborto em caso de estupro.

Índio da Costa, vice na chapa de Serra
“Esse governo foi frouxo com relação a invasões de terra e à entrada de drogas por nossas fronteiras”

Michel Temer, vice na chapa de Dilma
“Dilma não se opõe ao MST, desde que aja dentro da lei. Movimentos sociais são bem-vindos na nossa campanha”

Guilherme Leal, vice na chapa de Marina
“É muito provável que o narcotráfico esteja de alguma forma permeando segmentos da política brasileira”

Governo incha currículo escolar com seis temas

O currículo do ensino básico recebeu seis novos conteúdos desde 2007, inchaço que tira espaço de disciplinas tradicionais. Há conteúdos sobre cultura indígena, direito das crianças e trânsito.

Alta do crédito privilegia carro e imóvel

Com a forte expansão do crédito para a aquisição de imóveis e veículos, o consumidor está com menos dinheiro para parcelar a compra de bens como eletrodomésticos, eletroeletrônicos e móveis.

Terror em Bagdá

Homem-bomba matou ao menos 57 na capital do Iraque. A maior parte das vítimas era composta por recrutas e soldados.
Correio Braziliense

Morte na 113 Sul: Crime e mentiras

A 11 dias de completar um ano, o triplo homicídio na 113 Sul ganhou um novo capítulo. A Polícia Civil prendeu cinco pessoas por envolvimento no assassinato dos advogados José Guilherme e Maria Carvalho Villela, além da empregada Francisca Nascimento da Silva. Entre os detidos está a filha do casal, Adriana, principal suspeita do crime e acusada de arquitetar uma trama para dificultar o trabalho policial. Segundo as investigações, Adriana tinha interesse no patrimônio dos pais e se empenhou em criar um álibi no dia do assassinato.

Para a polícia, ela conhecia a vidente Rosa Maria Jaques e o marido dela, João Tocchetto. Em outubro de 2009, Rosa Maria revelou à delegada Martha Vargas, à época responsável pelo caso, a localização da chave do apartamento da família. Essa versão do crime resultou na prisão de três pessoas, mas foi desmontada meses depois. O policial civil José Augusto Alves, integrante da equipe de Martha Vargas, também está preso. Ele tinha vínculo com a paranormal e o marido dela. A quinta prisão é de Guiomar da Cunha, ex-faxineira do casal assassinado. Ela é acusada de dar falso testemunho e de levantar suspeitas infundadas.

Cativar fiéis e exorcizar rejeições

Os primeiros 25 minutos com os presidenciáveis em rede nacional mostraram que a palavra de ordem no início do horário eleitoral é suavizar pontos de rejeição e consolidar o eleitorado já simpático aos candidatos. O plano é tentar blindar cada um dos principais postulantes ao Planalto para, somente depois, tentar abocanhar votos dos rivais. Os adversários na corrida à Presidência tentaram amenizar a imagem perante o eleitorado e fixar o que consideram os pontos fortes para atrair votos.

O presidente onipresente

Principal cabo eleitoral da eleição de outubro, o presidente Lula se tornou, com o início do horário eleitoral gratuito, catalisador de votos também de seus adversários. Virou paródia e jingle de José Serra (PSDB), apareceu de forma messiânica para pedir votos para Dilma Rousseff (PT) e foi tratado como astro de um time composto por deputados federais. Todos tentando tirar uma lasquinha do alto índice de popularidade presidencial.

Luiz Gonzales, o marqueteiro de Serra, buscou criar através do nome uma fácil identificação com o eleitorado. Em um samba, Serra vira Zé, sucessor de Lula: “Quando o Lula da Silva sair, é o Zé que eu quero lá (…) Pro Brasil seguir em frente. Sai o Silva e entra o Zé”, diz trecho da música. Na eleição de 2006, Gonzales desenhou a mesma estratégia para Geraldo Alckmin (PSDB). Tentou vendê-lo como Geraldo, apesar de ele ser conhecido como Alckmin.

Enquanto Gonzales apostou num programa de linguagem jornalística com personagens para ilustrar as promessas e conquistas de Serra, João Santana, responsável pelo marketing de Dilma, fez um programa com dinâmica de cinema graças ao investimento em câmeras de última geração que comprou quando fechou contrato com o PT.

Serra é ignorado

Enquanto a maior parte dos políticos do PT e de outras legendas pertencentes à coligação da candidata à Presidência Dilma Rousseff tentam pegar carona, de qualquer maneira, na popularidade da petista e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os aliados de José Serra não parecem muito animados com a candidatura do tucano. Pelo menos essa foi a impressão após o primeiro programa eleitoral gratuito que foi ao ar ontem. No Distrito Federal, aspirantes a uma cadeira na Câmara ligados ao PSDB não fizeram qualquer tipo de menção a José Serra.

Carona no PT amplia desconforto com DEM

A muleta que o candidato ao Palácio do Planalto pelo PSDB, José Serra, usou para se apoiar na imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no programa eleitoral exibido no início da tarde foi criticada por aliados e cientistas políticos. O mal-estar generalizado fez a campanha tucana limar a relação no programa veiculado à noite. A maior insatisfação concentrou-se no DEM, que coleciona atritos nos bastidores com os tucanos.

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), classificou de bobagem o jingle de Serra e não quis se estender na avaliação sobre o programa, argumentando que não tinha assistido. “Aquilo foi bobagem”, disse, sobre a música tema do candidato aliado. O comentário aumenta a temperatura das relações entre Maia e Serra. A orientação era não entrar no cerne do programa para evitar deixar à mostra as fraturas entre democratas e tucanos. “Prefiro não comentar”, esquivou-se o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA).

Mais uma vitória da Ficha Limpa no TSE

Ao analisar o primeiro caso concreto sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou na noite de ontem que a regra terá validade já nas eleições deste ano. Um pedido de vista da ministra Cármen Lúcia, porém, adiou o desfecho do julgamento em que o deputado estadual Francisco das Chagas Alves (PSB-CE) pede a anulação de decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), que indeferiu sua candidatura com base na nova lei.

Em plenário, o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, que havia pedido vista do processo na última quinta-feira, manifestou-se pela validade imediata da lei. Ele afastou a aplicação do artigo 16 da Constituição Federal, ao argumentar que a Lei da Ficha Limpa não interfere nas eleições. De acordo com o artigo da Carta Magna, leis que alteram o processo eleitoral só podem entrar em vigor um ano depois de sancionadas. A nova lei, que veta a candidatura de condenados por órgãos colegiados, de políticos cassados pela Justiça Eleitoral e daqueles que renunciaram para escapar da cassação, foi publicada em 7 de junho deste ano. Congresso em Foco

Equipe Fenatracoop

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