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3º dia de greve: 4895 agências bancárias fechadas – Anac autua Gol por excesso de horas trabalhadas –
Governos pressionados a pagar R$ 84bi em precatórios – Conflito agrário provoca mortes no Pará –
Maluf perde ação contra ex-chefe do SNI – Controladoria poupa Casa Civil em auditoria – Procuradoria liga governador de TO a investigados …

FOLHA DE S.PAULO

Roriz negociou contratar genro de ministro
O ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC-DF) negociou com o genro de Carlos Ayres Britto, ministro do Supremo Tribunal Federal, um contrato que, na prática, impediria o ministro de julgar o caso da Lei da Ficha Limpa. O genro de Ayres Britto é o advogado Adriano Borges -ele mora sem união formal com a filha do ministro, Adriele, e eles têm um filho. Se a negociação tivesse prosperado, Ayres Britto teria de se declarar impedido de julgar Roriz porque não poderia analisar um caso em que seu genro atua.

Seu voto foi a favor da aplicação da Lei da Ficha Limpa contra Roriz, em julgamento apertado e que dividiu o tribunal na semana passada. O resultado foi um empate em 5 a 5 que fez Roriz desistir de sua candidatura e indicar sua mulher como substituta na chapa.

Em um vídeo ao qual a Folha teve acesso, gravado no dia 3 de setembro, Roriz e Borges discutem o impedimento de Ayres Britto. Oficialmente, o advogado fez parte da defesa de Roriz de 2 a 4 de setembro e saiu justamente depois da discussão gravada. Borges afirma que é vítima de chantagem, e o ex-governador Roriz alega que foi extorquido.

À Folha, Ayres Britto afirmou que “não tem nada com isso” e que o genro deveria responder pelo caso. O vídeo tem uma 1 hora e 11 minutos de duração. Durante 37 minutos, a câmera registra uma sala com as luzes apagadas, na casa de Roriz. Em seguida, o ex-governador e Borges, naquele momento já seu advogado na causa, entram na sala e iniciam uma conversa.

Seis minutos depois, Roriz pergunta: “Eu gostaria da sinceridade sobre o voto do seu sogro?”. Após balbuciar palavras desconexas, Borges responde: “Com isso aí ele não vai participar. Tá impedido”. Roriz continua: “Então é o êxito.” E o advogado responde: “É um êxito de certa forma”. O ex-governador sentencia: “Com isso, eu ganho folgado”.

“Eu não tenho nada com isso”, afirma Ayres Britto
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Ayres Britto afirmou que, em nenhum momento, se envolveu com a negociação feita entre seu genro e o ex-governador Joaquim Roriz. “Eu não tenho nada com isso. Meu genro, que é maior de idade, que responda por isso”, disse à Folha.

Britto afirmou que seu genro, Adriano Borges, lhe contou a seguinte versão sobre o caso: que foi procurado pelo advogado da coligação de Roriz, Eládio Carneiro, para ajudar na defesa do ex-governador. Segundo o ministro, por “ambição e vaidade”, Borges teria aceitado. Ainda de acordo com relato do advogado ao ministro, Borges disse que o nome dele foi colocado à revelia no processo. A Folha apurou que Britto tem confidenciado a amigos que “não pode mais confiar no genro”.

Voto em ficha-suja será considerado nulo
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou nota ontem em que esclarece que serão considerados nulos durante a apuração os votos dados a candidatos enquadrados pela Lei da Ficha Limpa. A decisão decorre da indefinição do Supremo Tribunal Federal sobre a validade da lei para as atuais eleições e provocará uma situação de instabilidade inédita em relação ao resultado que sairá das urnas no domingo.

Por estarem por enquanto barrados pela nova lei, campeões das urnas como Paulo Maluf (PP-SP) e Jader Barbalho (PMDB-PA) terão seus votos considerados a princípio “nulos” no domingo. Mas se vencerem a batalha jurídica posteriormente, os votos que receberam passarão a valer, e deverá haver nova proclamação de resultados. Isso pode levar a uma mudança substancial do cálculo das bancadas e do quadro dos eleitos, tanto no Congresso quanto nos governos.

Desde as eleições de 2006 a jurisprudência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) define que ficam “suspensos” os votos recebidos pelos políticos que não conseguiram o registro da candidatura, mas tenham recurso ainda em análise pela Justiça. Em 2009, o Congresso aprovou minirreforma eleitoral colocando essa regra na lei. A novidade nessas eleições é que a Lei da Ficha Limpa levou para essa categoria de candidatos “sub judice” -até então composta, na maioria, de políticos inexpressivos- figurões da política nacional. Maluf, por exemplo, foi o deputado mais votado do país em 2006, com 740 mil votos.

Na TV, Gilberto Gil pede voto a deputado suspeito de envolvimento no mensalão
O músico e ex-ministro Gilberto Gil apareceu anteontem no programa eleitoral do Pará pedindo votos para Paulo Rocha (PT), candidato ao Senado suspeito de envolvimento no escândalo do mensalão e recentemente considerado “ficha suja” pela Justiça Eleitoral. Rocha é conhecido por ter bom trânsito no Ministério da Cultura, do qual Gil foi titular por mais de cinco anos.

O candidato ainda trouxe em seu programa testemunhos da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, e do presidente Lula. Rocha renunciou ao cargo de deputado em 2005, para evitar ser cassado por envolvimento no mensalão. Ele nega a participação. O TRE-PA e o TSE julgaram que a renúncia o enquadra na Lei da Ficha Limpa. Rocha tenta, com recurso no STF, legalizar sua candidatura.

TSE mantém Jackson Lago na disputa
O Tribunal Superior Eleitoral liberou, por 4 votos a 3, a candidatura de Jackson Lago (PDT) ao governo do Maranhão. A Lei da Ficha Limpa diz que ficará inelegível o político condenado em razão de “representação” eleitoral. Já Lago foi cassado pelo TSE em 2009 por um “recurso contra expedição de diploma”.

Lula ataca mídia, mas diz que não teria sido eleito sem ela
Em entrevista concedida ontem ao site “Carta Maior”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a atacar a imprensa, mas admitiu que, sem ela, não teria sido eleito presidente. “Não reclamo muito da imprensa porque eu acho que cheguei onde cheguei por causa da imprensa.” Lula disse que alguns meios de comunicação possuem “compromisso partidário”. E reclamou das notícias negativas sobre seu governo dizendo que, se dependesse da mídia, teria “menos 10 de aprovação, estaria devendo pontos”.

Ele também criticou a cobertura eleitoral da imprensa. “Seria mais fácil que alguns meios de comunicação assumissem, categoricamente, seu compromisso partidário. E aí, a gente ficaria sabendo quem é quem, mas não é assim que funciona no Brasil. Parece tudo independente, mas é só ver as manchetes que a independência termina onde começa.” Lula se disse um “defensor juramentado da liberdade de expressão e da democracia”.

Promotoria vê fraudes em contratos em Dourados
Com um suposto esquema de propinas, a Prefeitura de Dourados (250 km de Campo Grande) direcionou contratação de transportes, coleta de lixo urbano, operações tapa-buracos nas ruas e até mesmo a compra de armas e serviços de treinamento em tiro, segundo a Promotoria. Denúncia do Ministério Público Estadual, obtida pela Folha, diz que a empreiteira Financial Construtora Industrial Ltda. pagou propina de ao menos R$ 115 mil para obter reajuste em um contrato de coleta de lixo e limpeza pública e a prorrogação do serviço, com dispensa de licitação, por duas vezes.

Além da quantia ilegal, a Promotoria diz que a empresa teve de pagar um valor adicional para custear um advogado para o vice-prefeito Carlos Roberto de Assis Bernardes (PR) se defender em uma ação penal por suspeita de corrupção. Bernardes e o prefeito Ari Artuzi (sem partido) estão presos há quase um mês sob suspeita de participação em suposta quadrilha na cidade, segundo a Polícia Federal.

Defesa do vice diz que ainda analisa o caso
O advogado José Wanderley, que representa o vice-prefeito de Dourados, Carlos Roberto de Assis Bernardes (PR), disse que ainda analisa a denúncia e que irá apresentar sua defesa à Justiça. Sobre a acusação de que uma empreiteira pagou pela assessoria a Bernardes, ele disse que na época “ainda não era advogado do vice”. A CGR disse que ainda não havia tido acesso ao inquérito e que por isso não iria se manifestar. A Financial diz que não comenta denúncia.

Datafolha pede que CNJ investigue juiz que barrou pesquisa no Paraná
O Instituto de Pesquisas Datafolha requereu à corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, a instauração de processo disciplinar contra o juiz auxiliar Nicolau Konkel Júnior, do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, por haver determinado a não divulgação de pesquisas eleitorais. Na representação ao Conselho Nacional de Justiça, o Datafolha afirma que a decisão do juiz “criou um clima de censura no Estado do Paraná”, o que configura “grave cerceamento à liberdade e direito de informação”.

Eleitor de Marina tende a Serra no 2º turno
Em um eventual segundo turno entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), cerca da metade dos eleitores de Marina Silva (PV) se diz inclinada votar no candidato tucano à Presidência. Segundo projeções da última pesquisa Datafolha, divulgada ontem, 51% dos eleitores de Marina migrariam para a candidatura Serra caso haja uma segunda rodada eleitoral em 31 de outubro.

Dilma receberia o apoio de 31%. Outros 15% dizem que votariam em branco ou anulariam o voto. E 3% responderam ainda não ter decidido o que fazer em um eventual segundo turno. Ex-ministra do Meio Ambiente de Lula até maio de 2008, Marina Silva deixou o governo por discordar da política ambiental conduzida pelo governo.

Verde diz que tucano perderia no 2º turno
A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, afirmou ontem que o adversário José Serra (PSDB) não é competitivo “em hipótese alguma” e seria derrotado num eventual segundo turno contra Dilma Rousseff (PT). Ela disse ser a única opção de “segundo turno viável” contra a petista, que lidera as pesquisas e pode ser eleita já no domingo.

“Tenho certeza de que sou o segundo turno viável, aquele que é capaz de concorrer efetivamente com a candidatura que está em primeiro lugar. A candidatura do PSDB, até pelos erros que cometeu, com certeza não tem essa viabilidade”, disse, em entrevista num hotel na Barra da Tijuca, no Rio.

Intelectual e marqueteiro de Dilma afirma que Serra deveria usar FHC
Será possível que numa entrevista sobre marketing político de repente surjam Merleau-Ponty, Maiakóvski, John Cage, Smetak, nouvelle vague e pop art? Perfeitamente possível, se o entrevistado for Antonio Risério. Antropólogo, historiador, poeta e compositor baiano, amigo de Caetano e de Gil, frequenta também este mundo tão distante das artes e do debate intelectual que é o da propaganda política.

É sua terceira campanha presidencial seguida pelo PT, como conceituador e redator. Ao lado do amigo João Santana, chefe da equipe de comunicação de Dilma Rousseff, traduz a estratégia política para a linguagem direta e ligeira do marketing. Também traça diretrizes para municiar a candidata em debates e entrevistas. E vigia a propaganda dos tucanos, apresentando sínteses críticas. “Serra é um blefe, como ele mesmo não cansa de demonstrar. Ele não resiste a uma hora de confronto com Dilma”, diz, por e-mail.

Seria antidemocrático o PT ter a maior bancada e não ter a presidência da Câmara, diz Vaccarezza
Um dos principais responsáveis pela articulação que praticamente unificou o PMDB em torno do governo Lula, Cândido Vaccarezza (SP), 55, figura como o nome do PT para a disputa da presidência da Câmara dos Deputados, em caso de vitória de Dilma Rousseff (PT).

Atual líder do governo na Casa, ele terá, entretanto, que disputar a vaga com esse mesmo PMDB. Apesar de dizer que trabalhará pelo entendimento, diz que “se o povo escolher o PT a maior bancada, antidemocrático seria o PT não ter a presidência”.
Leia trechos da entrevista.

Folha – PT e PMDB disputarão a presidência da Câmara em um eventual governo Dilma?
Cândido Vaccarezza – Acho que a aliança PT e PMDB é sólida e duradoura. A tendência é aprofundarmos, se por ventura a Dilma ganhar, a aliança PT e PMDB no próximo governo.

Quem abrirá mão do cargo?
Não existe ainda a discussão. Temos que ver quem vai fazer a maior bancada. A base do governo, se a Dilma ganhar, terá um bloco forte que é o PMDB, terá outro bloco forte que é o PT, e outro bloco de esquerda formado pelo PSB, PC do B e PDT. Vamos ter mais o PR , o PP e o PTB.
As pessoas estão antecipando muito a disputa entre Henrique Eduardo Alves (PMDB) e eu. Já aviso que entre mim e ele não terá disputa nenhuma. E ainda não sou o nome escolhido pelo PT.

Se o PT ganhar a Presidência da República, não seria muita concentração de poder?
Na democracia, o que se expressa no Parlamento é a vontade do povo. Se o povo escolher o PT a maior bancada, antidemocrático seria o PT não ter a presidência.

Em final de legislatura é normal que os deputados defendam reajustes de salário. Qual é a posição do sr.?
Acho que o país deveria ter como teto salarial único o salário do deputado e do senador, porque o Congresso é o Poder mais exposto e aquele que tem mais debate. Para isso, deveria desvincular os salários [de deputados estaduais e vereadores, vinculados ao de deputado federal] para não criar efeito cascata.

Qual seria o teto justo?
Aí eu não sei. A gente tem que discutir.

Candidato, Romário diz que agora é “cara sério e maduro”
Às vésperas das eleições, o ex-jogador e candidato a deputado federal Romário (PSB), 44, afirma que atualmente é um “cara sério”, maduro e atencioso com a família, longe do personagem polêmico do passado. Prometeu que, caso eleito, não vai sumir das sessões na Câmara dos Deputados, como fazia nas concentrações, e diz que começou a pensar em ser político há um ano.

Romário, que caminhava pelas ruas de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, enquanto conversava com a Folha, irritou-se ao ser perguntado sobre suas dívidas -ano passado ele chegou a ser preso por não ter pago pensão dos dois filhos mais velhos e teve leiloada sua cobertura no condomínio Golden Green, na Barra da Tijuca, um dos mais caros do Rio, para saldar débitos. Leia trechos da entrevista.

Folha- Uma de suas bandeiras é a defesa das pessoas com necessidades especiais. O fato de ter uma filha [Ivy, 6] com síndrome de Down influenciou na sua decisão de se candidatar?
Romário – Eu comecei a pensar em política há mais ou menos um ano. Já fiz muita coisa para político, já andei em carro de bombeiro, fui a comícios e acabei me arrependendo e ficando mal nas comunidades onde eu levei essas pessoas porque eles prometeram coisas simples e acabaram não cumprindo.

Então, vou fazer diferente. Meus propósitos estão relacionados ao esporte, a grande saída para que crianças e jovens não caiam nas drogas, no crack. E tem a questão da minha filha. Sei das dificuldades que os pais, principalmente os das favelas, têm para colocar seus filhos num centro de tratamento.

O senhor já usou drogas?
Nunca usei drogas, nunca fumei, nunca bebi. Eu me orgulho muito de falar isso. Por isso os pais me veem como exemplo para seus filhos.

Mas já disse em entrevistas que nem seus filhos deveriam se espelhar no senhor.
Mas não digo isso em relação a minha profissão. Eu não fui atleta profissional, fui jogador de futebol. Então, o que eu quero é que as crianças se espelhem na minha determinação, coragem e vontade e que entendam que o esporte pode abrir portas.

Então, quando dizia para não se espelharem no senhor, estava se referindo ao fato de ser mulherengo?
Em relação a isso continuo dizendo para que as pessoas não se espelhem em mim. Mas hoje minha cabeça mudou, sou outro cara. Tenho 44 anos, aprendi, sou um pai melhor, um marido melhor, principalmente nos últimos seis anos. Minha mulher [Isabella Bittencourt], nos últimos três anos não tem muita coisa que reclamar.

Para sobreviver, DEM foca em 2 Estados
Em processo de encolhimento desde a eleição do presidente Lula em 2002, o DEM (ex-PFL) chega à reta final da eleição com apenas duas campanhas com chances de vitória. Hoje, o partido não administra nenhum Estado e perdeu o Distrito Federal após o “mensalão do DEM”. Segundo as mais recentes pesquisas, Rosalba Ciarlini deve vencer no primeiro turno no Rio Grande do Norte.

Em Santa Catarina, Raimundo Colombo virou a corrida e deve chegar ao segundo turno contra Ângela Amin (PP). Os dois têm campanhas antagônicas. Rosalba apostou numa costura política que a poupasse de confronto com Lula e Dilma Rousseff (PT). Tampouco faz campanha para José Serra (PSDB). A engenharia foi se aliar ao governista Garibaldi Alves (PMDB), candidato à reeleição ao Senado. Em solo catarinense, Colombo é afilhado político do ex-senador Jorge Bornhausen (DEM), ácido crítico de Lula.

Procuradoria liga governador de TO a investigados
Conversas gravadas pela Polícia Federal apontam que o governador do Tocantins, Carlos Gaguim (PMDB), que disputa a reeleição, teve “viagens, estadias em hotéis de luxo, participação em eventos automobilísticos (Indy) e até o serviço de prostitutas” pagos por empresários investigados por fraudes.

As conversas foram transcritas e constam de relatório do Ministério Público, ao qual a Folha teve acesso. Os empresários foram presos há 12 dias sob suspeita de integrar uma suposta organização criminosa que fraudou licitações públicas em três Estados.

Controladoria poupa Casa Civil em auditoria
A dois dias da eleição, o governo federal divulgou parte da auditoria nos contratos suspeitos de tráfico de influência na Casa Civil sem apontar como atuaram filhos e irmãos de Erenice Guerra. A maioria dos casos será auditada depois das eleições. O relatório constata apenas um indício de irregularidade. Das 9 auditorias da CGU (Controladoria Geral da União), 4 foram publicadas ontem e só em um caso foi apontado indício de irregularidade, de R$ 2,1 milhões. O governo federal analisou os pedidos de financiamento da empresa de energia solar EDRB junto ao BNDES.

O representante da EDRB, Rubnei Quícoli, afirmara que o negócio não foi viabilizado por não ter pago a “taxa de sucesso” para a empresa do filho de Erenice. O caso levou à demissão da ministra. A CGU concluiu que o financiamento foi barrado por questões técnicas. “O pleito de financiamento teve o tratamento técnico previsto e o mesmo não foi aprovado por não atender aos requisitos exigidos”, afirma a auditoria.

Maluf perde ação contra ex-chefe do SNI
O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) perdeu ação na Justiça contra o general Newton Cruz, chefe do SNI no período entre 1977 e 1983. Maluf contesta afirmação de Cruz de que teria proposto o assassinato de Tancredo Neves, e pedia indenização por danos morais. Newton Cruz sustenta que, às vésperas da vitória de Tancredo, em 1985, Maluf o procurou em sua casa, e os dois tiveram uma conversa reservada. Nela, o ex-prefeito de São Paulo, que disputava a Presidência, teria sugerido a morte de seu oponente político naquela ocasião.

“Ele veio com uma conversa de que era preciso fazer alguma coisa para evitar que ele tomasse posse”, afirmou Cruz, em entrevista para a Globo News, neste ano. O pedido de Maluf foi negado por unanimidade pelos três desembargadores que compõem a 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, órgão de segunda instância.

Conflito agrário provoca mortes no Pará
Um conflito em um assentamento da reforma agrária rico em madeira deixou 13 mortos em Pacajá (PA), segundo a CPT (Comissão Pastoral da Terra), braço agrário da Igreja Católica. A CPT não soube dizer os nomes dos mortos, onde estão seus corpos nem como eles foram assassinados. A Secretaria da Segurança Pública do Estado não confirma e diz que ocorreram três assassinatos. Um policial da cidade afirmou à Folha que foram oito as pessoas mortas.

Segundo a CPT, todas as 13 mortes ocorreram devido a uma briga entre os assentados entre os dias 17 e 19 deste mês, no projeto Cururuí, a 40 km do centro urbano de Pacajá, dentro da floresta. O lugar, com 750 famílias, só pode ser acessado por estradas de terra. A cidade fica a 598 km de Belém.

O GLOBO

Governos pressionados a pagar R$ 84bi em precatórios
A dívida do poder público (União, estados e municípios) com os cidadãos – os chamados precatórios, que são causas ganhas na Justiça – atingiu R$ 84 bilhões. Ao todo são 279 mil processos, sendo que 90% deles se referem a créditos de natureza alimentar (causas trabalhistas e desapropriação, por exemplo). Os números foram divulgados nesta quinta-feira pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que reuniu em Brasília representantes dos tribunais para forçar os governos a honrarem o débito.

Apenas a União, que responde pela menor parte, está em dia. Porém, ficou acertado que a partir de janeiro entrará em funcionamento um sistema de informática que vai bloquear repasses dos fundos estaduais e municipais aos inadimplentes. Esse sistema vai interligar os tribunais, o CNJ e o Tesouro Nacional.

Anac autua Gol por excesso de horas trabalhadas
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) notificou a Gol de que começou a emitir autos de infração porque mais de 400 funcionários excederam o limite de horas de voo permitido por lei mês passado, como antecipou nesta quinta-feira o colunista Ancelmo Gois. Será a primeira vez que a agência autua a empresa por essa razão. A infração foi cometida nos primeiros dias de agosto, quando mais de 50% dos voos domésticos da Gol sofreram atraso e outros 12% foram cancelados, provocando um efeito cascata que praticamente paralisou os aeroportos do país.

Na ocasião, a Gol foi autuada pelo elevado índice de cancelamento de voos, o que poderá resultar em multa de R$ 2 milhões. A autuação por excesso de trabalho poderá resultar em nova multa, cujo valor não foi informado pela Anac. De acordo com a agência, a decisão de autuar a empresa foi tomada após conclusão de relatório de fiscalização sobre o episódio de agosto. O relatório foi entregue ao Ministério Público do Trabalho na segunda-feira passada.

Em nota, a Gol informou que foi notificada pela Anac “sobre os problemas operacionais pontuais ocorridos no início de agosto” e reafirmou que “trabalha dentro da legislação vigente”.

3º dia de greve: 4895 agências bancárias fechadas
Sem nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) sobre reajuste salarial, a greve dos bancários entra nesta sexta-feira no seu terceiro dia. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), informou que 4.895 agências permaneceram fechadas nesta quinta-feira em todos os estados e no Distrito Federal, mil a mais do que na terça-feira, primeiro dia de greve.

Mais da metade dos 470 mil bancários de todo o país aderiram à greve, segundo a Contraf. A Fenaban ainda não divulgou a sua projeção. Os trabalhadores reivindicam aumento de 11%, reajuste no piso salarial, participação nos lucros e resultados e abono. Os bancos ofereceram a reposição da inflação, de 4,29% pelo INPC, mas não garantiram aumento real.

Correa decreta exceção
Enfrentando a maior crise desde que assumiu a Presidência do Equador, em 2007, Rafael Correa declarou ontem estado de exceção por cinco dias para tentar frear protestos de milhares de policiais — apoiados por um número menor de militares — que saíram às ruas contra uma nova lei que limitaria benefícios do setor, mergulhando o país no caos. Com a medida, o Exército foi autorizado a assumir função de polícia para manter a segurança — aeroportos e comércio ficaram fechados durante todo o dia, só reabrindo no final da noite. A tensão foi agravada pela ameaça de Correa de dissolver o Congresso, enquanto acusava os manifestantes de tentarem promover um golpe de Estado.

Para tentar controlar a situação, o governo ordenou que os canais de TV e rádio suspendessem sua programação e emitissem o sinal público, no qual os manifestantes foram duramente criticados. O presidente, que acusou a oposição de tentar depô-lo, teve de ser resgatado por militares do hospital aonde fora levado, cercado de policiais rebeldes.

Crise no Equador: Cristina Kirchner convoca Unasul
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, convocou uma reunião de emergência da Unasul (União Sul-americana de Nações) para esta quinta-feira em Buenos Aires para discutir a crise no Equador. O Brasil será representado pelo vice-chanceler, Antônio Patriota. Alguns líderes chegaram à capital argentina antes da notícia da libertação de Correa do hospital onde estava sendo mantido.

Antes da reunião, o presidente boliviano, Evo Morales, disse que “viemos defender a democracia no Equador. Defender a democracia no Equador é defender a democracia na América do Sul”. Já o presidente peruano, Alan Garcia, disse que com a crise equatoriana “a Unasul se coloca à prova. É uma vergonha que quem deve cuidar da segurança faça o contrário”.

Irlanda volta a acender o alerta
Apesar de ter uma das menores populações e ser uma das menores economias da União Europeia (UE), a Irlanda se transformou numa espécie de sismógrafo do bloco na crise econômica de 2008. E ontem sinalizou a iminência de novos abalos ao anunciar a revisão dos valores que terá de injetar nos bancos Anglo Irish Bank, Allied Irish Bank e Irish Nationwide Building Society (INBS). O governo afirmou que, na pior das hipóteses, a ajuda chegará a 50 bilhões, sendo 34 bilhões só para o Anglo. O ministro de Finanças, Brian Lenihan, admitiu que o valor é “horrendo”.

Desde o início da crise, a Irlanda injetou cerca de 32 bilhões nos bancos. Ontem, o governo informou que o Anglo vai receber mais 6,4 bilhões, o INBS, 5,4 bilhões, e o Allied, 5 bilhões, porque só conseguirá metade dos 10,4 bilhões de que precisa com a venda de ativos no exterior. Esse socorro levará o déficit orçamentário a 32% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos) da Irlanda este ano, disse Lenihan. Congresso em Foco

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