Uma ‘célula’ do Primeiro Comando da Capital (PCC) foi desarticulada hoje (11), com prisões em Palotina e Umuarama, numa operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MP) de Guaíra.De acordo com nota enviada pela assessoria de imprensa do MP, 17 pessoas foram presas, sendo que, no mínimo, seis delas foram encontradas em Palotina. A quadrilha era especializada no tráfico de drogas, mas seus integrantes ainda locavam armas para assaltos.
Um dos alvos do assalto foi um malote de uma agência Sicredi de Palotina. Três líderes do grupo estão entre os presos. Eles foram identificados, de acordo
como Humberto Henrique Alves, Luciano Rogério Henrique e Márcio Martins Fontes.

O trio foi encaminhado para a Penitenciária Federal de Catanduvas. Entre os presos ainda está uma advogada palotinense, Andría acusada de integrar o grupo, que deve ser denunciada pelo MP por associação ao tráfico de drogas.

Investigação
O promotor Marcos Cristiano Andrade, do Gaeco de Guaíra, esteve em Palotina acompanhando o trabalho policial de hoje. De acordo com ele, durante as investigações, iniciadas há cerca de 60 dias, policiais federais, da Força Alfa, Força Nacional, da Polícia Militar e Civil auxiliaram o Gaeco na desarticulação da célula.

Nesses dois meses de operação, dez pessoas foram detidas e perto de meia tonelada de drogas que seriam distribuídas pelos traficantes foi apreendida. Ontem, mais pessoas foram detidas, na expectativa da desarticulação total da célula.

De acordo com o promotor, o grupo ‘era responsável pelo abastecimento de drogas na região e o envio de entorpecentes para São Paulo e outras cidades do país. “Eles distribuíam a droga a partir de Palotina para Toledo, Assis Chateaubriand, Guarapuava, sem prejuízo da remessa para São Paulo”, informou o promotor.

Advogada
Segundo investigação do Gaeco, a advogada Andréia Aparecida Biezus era responsável em auxiliar materialmente a quadrilha com chips de celular para presos que comandavam o tráfico de drogas de dentro da cadeia. “Ela inclusive passou parte das informações das investigações, que acabou tendo acesso, aos presos”, informou o promotor.

Assaltos
Durante os dois meses de investigações, o Gaeco acabou tendo a informação de que um malote de uma agência do Sicredi de Palotina seria alvo da quadrilha. “A quadrilha havia planejado render os transportadores e levar o malote, isso culminou na intensificação das investigações”, comentou o promotor. A par da informação o Gaeco mobilizou vários policiais, considerando até confronto armado. Porém, os assaltantes não entenderam a ordem do chefe e foram tentar roubar o malote da agência ‘errada’. A ação criminosa então acabou sendo frustrada.

Postos
Os integrantes da quadrilha ainda são acusados de envolvimento em vários assaltos, alguns deles em postos de combustíveis. A quadrilha locava armas para assaltos, apurou a promotoria, e como aluguel recebia parte do dinheiro roubado. Devido a assaltos em postos em Palotina, o MP daquela comarca pediu apoio do Gaeco e teve a resposta do Estado.

Marcos Cristiano Andrade: “Eles distribuíam a droga a partir de Palotina para Toledo, Assis Chateaubriand, Guarapuava, sem prejuízo da remessa para São Paulo”.
 
 
Fonte: Portal Palotina

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