Complicações na gravidez, parto e pós-parto provocaram a morte de 2.667 mulheres no Paraná, entre 1989 e 2008. Deste total, 82,3% dos óbitos poderiam ser evitados. As informações constam na publicação do Comitê de Prevenção à Mortalidade Materna da Secretaria Estadual da Saúde, do ano passado.

Preocupada com esses números, a Federação das Mulheres do Paraná vai promover, quinta-feira (5), o seminário “Direitos sexuais e reprodutivos e mortalidade materna”. As palestras e discussões começam às 14h, no Auditório Paul Garfunkel da Biblioteca Pública do Paraná.

Segundo Alzimara Bacelar, presidente da Federação, apesar dos números alarmantes, o Estado apresentou avanços nos últimos 20 anos. Mas ainda faltam orientações, educação e informação sobre os problemas de saúde e os recursos médicos oferecidos nos postos de saúde. “A mobilização é para alertar e conscientizar as mulheres sobre seus direitos sexuais, planejamento familiar, parto seguro, pré-natal e conhecimento do corpo”, diz Alzimara.

SEMINÁRIO – Para o seminário desta quinta-feira estão confirmadas a participação do ginecologista e obstetra da Maternidade Vitor Ferreira do Amaral, Carlos Miner Navarro. Ele é professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e vai falar da humanização do atendimento à gestação e parto.

A enfermeira obstetra Adelita Gonçalez, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), mestra em tecnologia em saúde e que acompanha partos domiciliares, vai tratar do mesmo assunto. Eliana Carcino, presidente do Comitê Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna, vai analisar e comentar a ação do grupo. Também participará Lígis Cardieri, da Rede Feminista de Saúde.

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