A Secretaria de Estado da Saúde lançou a nesta sexta-feira (23), em Maringá, a Semana Estadual de Combate ao Aedes aegypti”, movimento de articulação de ações em todos os municípios do Paraná contra a proliferação do mosquito. O secretário estadual da Saúde, Antônio Carlos Nardi, coordenou o evento. - Maringá, 23/11/2018 - Foto: Divulgação SESA

Com a chegada das altas temperaturas e dos períodos de chuva mais intensa aumenta a preocupação com a reprodução do mosquito transmissor da dengue. Para intensificar as medidas preventivas, a Secretaria de Estado da Saúde lançou a nesta sexta-feira (23), em Maringá, a Semana Estadual de Combate ao Aedes aegypti”, movimento de articulação de ações em todos os municípios do Paraná contra a proliferação do mosquito.

Participaram do evento cerca de 50 profissionais da saúde, entre gestores, agentes de endemias e vigilâncias. Também compareceram representantes e autoridades municipais da 15a Regional de Saúde (Maringá).

“É fundamental o monitoramento permanente da infestação pelo Aedes para evitar epidemias no Paraná. A semana estadual é apenas uma mobilização simbólica. O controle das doenças transmitidas por mosquitos depende do comprometimento de toda sociedade durante todo o ano”, destaca o secretário estadual da Saúde, Antônio Carlos Nardi.

Entre as ações propostas pela campanha estão apresentar os índices de infestação das 22 Regionais de Saúde do Estado, quais os municípios críticos e o que será desenvolvido para o controle do mosquito Aedes, que transmite dengue, zika e chikungunya.

NÚMEROS – Dados parciais apontam que de 331 municípios do Paraná, nos quais o levantamento da Secretaria da Saúde já foi concluído, 140 (35%) apresentam nível satisfatório de infestação pelo mosquito, 141 (35,5%) estão em alerta e 48 (12%) municípios estão em nível de risco. A região Noroeste é a que apresenta os maiores números, com 64 municípios em alerta e 26 em risco de epidemia devido ao elevado índice de infestação do mosquito.

A coordenadora de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte, explica que ser uma região mais quente influencia no surgimento dos mosquitos. “Os dados ainda não estão fechados, mas precisamos ficar atentos e evitar pontos de criadouros para a procriação do Aedes. Contamos com uma forte rede de vigilância e equipes preparadas para orientar a população”, destaca Belmonte.

Ivana ressalta que os cuidados de prevenção devem ser feitos de forma contínua. De acordo com o informe apresentado, os depósitos positivos de fácil de remoção, como pneus, recipientes, sucatas, entulhos de construção, lixo e recipientes plásticos, entre outros, representam 76,2 % dos locais que contribuem para a procriação do mosquito. Pontos e objetos fixos como borracharias, hortas, lajes, cacos de vidro em muros, toldos e obras arquitetônicas representam 33,5% dos locais de procriação.

“Entre os cuidados preventivos estão evitar o acúmulo de lixo e entulhos, deixar sacolas e recipientes com lixo fechados, manter as caixas d’água sempre vedadas, remover a sujeira das calhas e ralos, verificar bandejas de ar-condicionado e de geladeiras, mantendo-as limpas e sem água, e manter vasos sanitários sem uso fechados”, orienta Ivana.

Semanalmente, a Secretaria da Saúde divulga o Informe da Dengue. No último boletim, de 20 de novembro, o Paraná contava com 59 casos confirmados, sendo 51 casos autóctones, cuja infecção ocorreu no Estado, e oito importados. Confira os informes.

Agência Estadual de Notícias

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