Alunos da rede municipal de Educação retornam às aulas nesta quarta-feira em Cambé

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A criançada adora o período de férias escolares, seja para viajar ou para curtir com a família, mas a hora de voltar para a rotina está chegando. As aulas da educação municipal retornam nesta quarta-feira, dia 27 de julho. Esse é o segundo semestre de atividades totalmente presenciais depois da pandemia. De acordo com a Secretaria de Educação, o objetivo é retomar os conteúdos abordados nos primeiros meses do ano letivo e impulsionar o desenvolvimento das habilidades básicas dos alunos, que foram afetadas durante a pandemia. O retorno para o segundo semestre é para os mais de 10 mil alunos dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) e do Ensino Fundamental I.

Tatiana Zirondi, diretora pedagógica da Secretaria de Educação, esclarece que essa retomada para o segundo semestre do ano letivo é muito aguardada, tanto para a equipe pedagógica quanto para os alunos, já que alguns ficaram quase dois anos longe das escolas por conta da pandemia. “O primeiro semestre deste ano, que foi o período de retorno presencial obrigatório, foi muito difícil. Muitas crianças, por opção das famílias, não participaram do modelo híbrido que foi ofertado em 2021, então foi um momento de adaptação para todos nós”, explica. De acordo com ela, as crianças retornaram diferentes, tanto na questão de sociabilidade quanto na parte da aprendizagem. “No âmbito pedagógico, muito foi perdido ao longo desse tempo de ensino remoto. Nós percebemos que as crianças agora têm mais dificuldade para ler e escrever ou para calcular problemas matemáticos que antes eram resolvidos em minutos”, pontua.

Zirondi acredita que Cambé tem uma educação de excelência, já que as crianças terminam o primeiro ano do fundamental sabendo ler e escrever pequenos textos, entretanto, com a pandemia, esse nível está sendo visto apenas nos alunos dos segundos e terceiros anos. “O nosso objetivo é ir revertendo esse cenário aos poucos, planejando as nossas ações de acordo com os resultados que estamos tendo agora. Essa fragilidade na aprendizagem que estamos acompanhando é passageira, por isso temos que trabalhar em torno disso para reverter esse quadro o quanto antes”, ressalta. De acordo com ela, o objetivo é fazer com que esses resultados positivos retornem nos próximos anos, o que só será possível com o empenho e capacitação dos professores e a colaboração dos alunos e das famílias. “O ensino híbrido nos ajudou a voltar a ter esse contato mais direto e próximo, mas não foi o suficiente para que o cenário voltasse a ser como era antes da pandemia”, destaca. 

Para esse segundo semestre, os professores e profissionais da Educação estão recebendo cursos de capacitação, que já fazem parte do cronograma de formação continuada que acontece todos os anos. Nesta terça-feira (26), a capacitação foi destinada para os professores do Ensino Fundamental I com a temática do ‘Planejamento Escolar à Luz da Pedagogia Histórico-Crítica’, com a professora do Departamento de Educação da Universidade Federal do Espírito Santo, Ana Carolina Galvão. Para Tatiana Zirondi, essas formações são essenciais para o desenvolvimento dos profissionais da Educação. “O planejamento agora é um diferencial, nós precisamos focar no ensino para que essa retomada seja eficiente”, finaliza. 

Estela Camata, secretária de Educação, diz que a formação continuada dos profissionais da Educação auxilia nesse contexto de volta às aulas e de retomada do ensino presencial após um longo período no remoto e híbrido. “Quando a gente valoriza o profissional, isso chega até o aluno, tanto por meio dos professores quanto pelas merendeiras e zeladores”, explica.

Andrea Bernardi Vilcenski é coordenadora das duas escolas rurais do município, a Escola Rural Ana Zichack Mazzei e a Escola Rural Dom Pedro II, e esteve presente na capacitação nesta terça-feira. De acordo com ela, esse tipo de ação é importante pois o profissional sempre sai melhor do que quando ele chegou, já que conhecimento nunca é demais. A respeito das primeiras percepções sobre a volta do ensino presencial: “Nós notamos que os alunos estão aos poucos retomando o convívio social e a relação com as outras crianças, além de apresentarem dificuldades na aprendizagem, já que muitos pais não podiam ou conseguiam ajudar”.

Para Andréia Maria Beffa, professora do ensino fundamental da Escola Municipal Olavo Soares Barros, no Jardim José Favaro, os cursos de capacitação ajudam muito no planejamento e desenvolvimento das aulas, assim como também aborda questões atuais, como as dificuldades desse retorno ‘à normalidade’. “Nós estamos tentando sanar as dificuldades das crianças, principalmente no que diz respeito à leitura, à escrita e à matemática, que são os pontos que eu percebo que eles têm mais dificuldade”, explica. Segundo ela, a expectativa é que o segundo semestre gere frutos do trabalho que já foi feito na primeira parte do ano letivo.

O retorno para o segundo semestre é para os mais de 10 mil alunos das 44 unidades de ensino, tanto da Educação Infantil quanto do Ensino Fundamental I e segue até o começo de dezembro. O uso de máscara não é obrigatório, mas é aconselhado que todos usem a proteção dentro das salas de aula.

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