O ‘tira-teima’ passa a fazer parte das Copas no Mundial da Rússia

Na Copa do Mundo da Rússia, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) implantou oficialmente o sistema eletrônico de apoio à arbitragem conhecido pela sigla em inglês VAR (Video Assistant Referee, o “árbitro de vídeo”, em português).

O VAR tem por objetivo ajudar o árbitro principal, no campo de jogo, a tomar decisão em lances considerados duvidosos.

O sistema é formado por uma equipe de juízes e ex-árbitros de futebol. Eles ficam em uma central de vídeo fora do estádio acompanhando a partida por vários monitores de TV. A equipe conta também com o auxílio de técnicos de TV que escolhem os melhores ângulos do lance duvidoso para o replay da jogada. Em uma das margens do gramado, o juiz principal poderá rever o lance em um monitor e tomar uma decisão.

De acordo com a Fifa, o VAR poderá ser utilizado somente em lances decisivos do jogo que não ficaram claros para o árbitro e seus assistentes às margens do campo. Por exemplo, para definir se num lance de gol houve alguma irregularidade; para ter convicção na marcação de uma penalidade máxima; e na identificação de um atleta que tenha cometido uma falta grave.

Segundo a entidade, cabe ao árbitro central solicitar a revisão de um lance. Nesse caso, ele coloca uma das mãos sobre o ouvido para indicar que está consultando o VAR. Se ele entender que precisa revisar a jogada que ocasionou a dúvida, ele faz um gesto com as duas mãos desenhando um retângulo.

Ele pode definir o lance apenas com as informações dos auxiliares de vídeo ou consultando o monitor à margem do gramado formar a sua convicção do lance.

Na primeira partida da Copa do Mundo, entre a Rússia e Arábia Saudita, vencida pela equipe russa por 5 a 0, na quinta, dia 14 de junho, o juiz central do jogo, o argentino Néstor Pitana, em nenhum momento o VAR precisou ser utilizado. Na quarta (13), o ex-árbitro brasileiro Wilson Seneme, membro do Comitê de Arbitragem da Fifa, esteve na concentração do Brasil, em Sochi, onde fez palestra para os jogadores da seleção brasileira sobre o árbitro de vídeo.

Futebol americano

Novidade no futebol, o VAR já é utilizado desde a década de 1980 na NFL, a liga oficial de futebol americano dos Estados Unidos. Lá, todas as jogadas de pontuação, duvidosas ou não, são revisadas no vídeo. Além disso, os árbitros podem tirar a dúvida em outros lances, como aqueles em que a posse de bola muda de time ou para saberem se a bola tocou ou não o chão antes que um jogador a agarrasse.

O árbitro de vídeo também é acionado quando um dos técnicos desafia uma marcação de campo. Quando acontece a revisão, o árbitro vai para uma pequena cabine na lateral do campo e assiste a jogada. Nesse momento, nenhum jogador se aproxima dele. A torcida também assiste no telão ao replay da jogada. Não são raras as mudanças na marcação de campo.

(com Agência Brasil)

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.