O Globo

Manchete: A tragédia se repete
BARRAGEM DA VALE SE ROMPE EM BRUMADINHO (MG), DEIXA 150 DESAPARECIDOS E SETE MORTES CONFIRMADAS
Três anos depois do maior acidente ambiental do país, com o colapso da barragem de Fundão, em Mariana, outra barragem da Vale se rompeu na mina do Feijão, em Brumadinho, também em Minas Gerais. A área administrativa da empresa foi soterrada. Das 427 pessoas que estavam no local, 279 conseguiram sair. Sete corpos foram encontrados e há ao menos 150 desaparecidos. Moradores de uma vila também foram atingidos. “Desta vez, é uma tragédia humana”, disse o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, comparando o desastre com Mariana, que teve 19 mortos. Os empregados foram surpreendidos pela avalanche na hora do almoço, no restaurante e nos escritórios da mina. Testemunhas contam que os alarmes não soaram. O presidente Jair Bolsonaro deve chegar na manhã de hoje a Brumadinho. O parque do Instituto Inhotim, que fica na região, foi fechado. (PÁGINAS 4 a 10 e EDITORIAL “NOVO ACIDENTE DENUNCIA FALHAS E LENIÊNCIA”)

Só 3% das barragens foram vistoriadas
Relatório da Agência Nacional de Águas (ANA) feito em 2018 mostra que apenas 3% das barragens do país foram alvo de vistoria dos órgãos de fiscalização de segurança. Ainda assim, há 723 estruturas classificadas como de risco e dano potencial altos. (PÁGINA 9)

Servidores estaduais devem entrar na reforma (PÁGINA 19)

Ex-governador Beto Richa (PSDB) volta a ser preso (PÁGINA 11)

Maduro reitera poder, e Guaidó rejeita abrir diálogo (PÁGINA 24)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Barragem se rompe, provoca mortes e deixa desaparecidos
Pelo menos 7 pessoas morreram após estrutura da Vale em Brumadinho (MG) desmoronar; não há informações sobre as causas. Pouco mais de três anos depois da tragédia de Mariana, uma barragem da mineradora Vale se rompeu e outra transbordou em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, ontem. Até a noite, segundo o governo de Minas, havia sete mortos e cerca de 150 desaparecidos, dados não confirmados pela Vale. Outras cem pessoas foram resgatadas depois que a enxurrada de rejeitos de minério de ferro arrastou prédios da empresa e casas da comunidade Vila Ferteco – o restaurante onde funcionários almoçavam na hora do acidente foi soterrado. As buscas seguem hoje. Segundo o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, a barragem era considerada de “baixo risco” para rompimento. Ainda não há informações sobre as causas do acidente. A Agência Nacional de Águas informou que a Usina Hidrelétrica Retiro Baixo, de Furnas, a 220 km do local do desmoronamento, deverá ser atingida pelos rejeitos em dois dias. Próximo dali, o Instituto Inhotim foi esvaziado. As ações da Vale na bolsa de Nova York caíram 10% após o rompimento da barragem. (METRÓPOLE / PÁGS. A13 a A16)

Bolsonaro monta gabinete de crise e vai hoje à região
Jair Bolsonaro determinou a formação de um gabinete de crise para monitorar a devastação em Brumadinho. Ele vai hoje à região. Os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente), Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional) foram enviados ao local. O vice, Hamilton Mourão, disse que o governo não pode ser responsabilizado. “Essa conta não pode vir para a gente.” (PÁG. A15)

Parte dos moradores tem de deixar casas
Moradores de Brumadinho buscavam ontem notícias de parentes que trabalham na barragem. Parte teve de deixar suas casas. Uma pousada na cidade foi soterrada pela lama. (PÁG. A14)

STF eleva despesa com passagens
O gasto com passagens aéreas dos ministros do STF passou de R$ 272,9 mil para R$ 339,6 mil, aumento de 24,4%, em 2018. Se consideradas despesas com colaboradores, a alta chega a 49%. A Corte culpa as novas regras das aéreas. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Na Venezuela, Guaidó propõe anistia para atrair militares
Juan Guaidó, líder da oposição e autodeclarado presidente interino da Venezuela, apresentou plano de anistia para atrair as Forças Armadas, enquanto Nicolás Maduro se disse disposto ao diálogo. Hoje ocorre a reunião no Conselho de Segurança da ONU, feita a pedido dos EUA, que vão propor o reconhecimento de Guaidó. A Rússia disse que vetará. (INTERNACIONAL / PÁG. A10)

Beto Richa é preso por obstrução da Justiça (POLÍTICA / PÁG. A8)

Plano endurece punição a servidor
A Controladoria-Geral da União (CGU) quer endurecer as regras para punições a servidores públicos. Para isso, elabora projeto de Código de Responsabilização Nacional. Em 2018, 643 servidores do Executivo foram expulsos. (ECONOMIA / PÁG. B1)

Colunistas
João Domingos
Mourão vence. As notícias consideradas positivas deram uma goleada nas negativas. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Adriana Fernandes
Empolgação em Davos esbarra na falta de informações detalhadas sobre Previdência. (ECONOMIA / PÁG. B4)

Colunistas
As dúvidas sobre o governo
Começam a surgir dúvidas sobre a capacidade de Bolsonaro articular no Congresso o apoio necessário para aprovar as propostas da equipe econômica. (PÁG. A3)

A barganha e a lei
A eventual saída da GM do Brasil é decisão de negócio, que cabe à empresa decidir. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Barragem da Vale se rompe em MG; há 7 mortos e 200 desaparecidos
Estado revive Mariana após três anos, e presidente da Vale diz que tragédia humana agora será maior
Rompimento faz uma segunda estrutura transbordarem Brumadinho

Ações da empresa caem 8% em NY
Passados três anos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, que deixou 19 mortos, Minas Gerais vivenciou nova tragédia. Ontem, uma barragem se rompeu e outra transbordou em Brumadinho, deixando um rastro de lama, sete mortos e mais de 200 desaparecidos, de acordo com informações de autoridades. As instalações são da Vale. Segundo o presidente da empresa, Fabio Sehvartsman, que afirmou estar consternado, os danos ambientais poderão ser menores que os de Mariana, mas a tragédia humana deverá ser maior. Os rejeitos atingiram área administrativa da Vale, onde havia funcionários, uma pousada e zona residencial. Na pousada, ao menos nove pessoas foram consideradas desaparecidas. O local era utilizado por turistas que iam ã região visitar o Instituto Inhotim, que abriga em uma área de 140 hectares um jardim botânico e um acervo de artes plásticas. Por segurança, o Inhotim foi evacuado e ficará fechado pelo menos até amanhã. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) deve sobrevoar hoje a área atingida. Ao afirmar que a tragédia poderia ter sido evitada, não listou culpados, mas que caberia à Vale “se antecipar a problemas”. Efeito do ocorrido, os recibos de ações da Vale caíram na Bolsa de Nova York. Os papéis fecharam em baixa de 8% . (Cotidiano B1 e Mercado A21)

Leo Pinheiro diz que pagou a ministro do STJ
O ex-presidente da OAS afirmou em acordo de delação que pagou propina a Humberto Martins, ministro do Superior Tribunal de Justiça. O pagamento, de R$ 1 milhão, teria ajudado a empreiteira com recurso especial que tramitava na corte sobre obra da OAS na Bahia. Martins, atualmente corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nega as acusações e qualquer envolvimento com a empresa. A colaboração de Leo Pinheiro aguarda aval do ministro Edson Fachin, responsável pela Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. (Poder A4)

Guaidó reaparece e pede à população que fique nas ruas
Em discurso em Caracas, líder oposicionista venezuelano Juan Guaidó pediu que atos continuem. Roraima teme uma eventual retaliação do governo de Maduro. Mais da metade da energia consumida no estado é fornecida pela Venezuela. (Mundo A10)

Ex-governador do PR Beto Richa é preso em desdobramento da Operação Lava Jato (A6)

Editoriais
Autoexílio
Sobre decisão de JeanWyllys de desistir do mandato.

Cautela em Davos
Acerca de perspectivas para a economia mundial. (Opinião A2)
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