Roseana só regularizou acordo perto da intervenção – Agências reguladoras perdem R$ 37 bi e cedem espaço a estatais – Voto em trânsito atrai 80,4 mil no país – Operação tartaruga na CâmaraGabeira ataca ética de Cabral, que oculta agenda – Concessões dadas a rádios triplicam em ano eleitoral…

Folha de S. Paulo

Concessões dadas a rádios triplicam em ano eleitoral

Em ano eleitoral, o governo federal quase triplicou o número de renovações ou novas autorizações para o funcionamento de rádios em todo o país. A maioria delas (57%) beneficia veículos ligados a políticos ou a igrejas.

Segundo levantamento feito pela Folha em decretos conjuntos da Presidência e do Ministério das Comunicações, assinados neste ano, 183 rádios comerciais ou educativas foram beneficiadas pelo governo, em 162 municípios.

Dessas, 76 são ligadas a políticos. Outras 28 estão sob controle, ainda que indireto, de entidades religiosas -evangélicas e católicas. A maioria das autorizações (72,8%) é para rádios localizadas nas regiões Sul e Sudeste, onde a candidata a presidente Dilma Rousseff (PT) tem seu mais fraco desempenho nas pesquisas.

Não há relação com eleições, diz governo federal

O Ministério das Comunicações atribui o aumento no número de renovações e novas autorizações para funcionamento de rádios no interior do Brasil a uma mudança em sua organização interna.

No segundo semestre de 2008 foi criado um grupo de trabalho para dar vazão a cerca de 2.500 processos de renovação e pedidos de novas concessões de radiodifusão que, segundo a assessoria de imprensa do órgão, estavam represados na burocracia do ministério.

Dilma tira votos de Serra nas capitais

A queda de José Serra (PSDB) em seis das sete capitais onde o Datafolha realizou a última pesquisa ajuda a explicar a virada de Dilma Rousseff (PT) na disputa pela Presidência. As sete capitais concentram 15% do eleitorado, ou 20,3 milhões de eleitores. Nos últimos 20 dias, o tucano passou a ter a dianteira ameaçada até em São Paulo, seu reduto eleitoral e onde o PSDB exerce forte influência na gestão municipal.

Dilma subiu três pontos na capital paulista em relação ao levantamento anterior, passando de 34% para 37%. Ele oscilou um ponto positivamente -tem 40%.

Petista cancela caminhada após confusão em feira

Em uma caminhada tumultuada ontem nos arredores de Brasília, a candidata Dilma Rousseff (PT) provocou o rival José Serra (PSDB) afirmando que não discutiria política agrária com o tucano porque “há uma diferença entre quem faz e quem fala durante a eleição”.

Dilma visitou a Feira dos Produtores de Vicente Pires. O evento foi marcado pela confusão entre militantes, comerciantes, consumidores, seguranças e jornalistas e motivou o cancelamento de uma caminhada que a petista faria hoje em outra cidade-satélite de Brasília.

Na TV, candidatos apostam em histórias da “vida real”

Responsáveis por mais de 70% do total do tempo de TV, os dois principais candidatos à Presidência, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), investiram pesado na gravação dos programas do horário eleitoral gratuito, que tem início amanhã.

As equipes percorreram o país com e sem os candidatos. Imagens positivas e negativas da realidade do país transbordarão na TV. Personagens irão levar emoção às telas, com casos da “vida real”. Quase todas as gravações foram feitas em segredo.

Programa de Dilma vai exibir lado “sensível”

A partir de amanhã, o programa de TV da campanha de Dilma Rousseff (PT) vai reforçar a imagem da candidata à Presidência como mulher sensível, que se preocupa com o povo e que, por isso, criou quando ministra programas como o Minha Casa, Minha Vida e o PAC.

Entrarão em cena personagens que tiveram a vida melhorada pelos programas do governo Lula, mas a ênfase será na batuta administrativa da ex-chefe da Casa Civil. Na voz de pessoas como Nilcéia Rocha, 46, moradora do Morro do Adeus, no Complexo do Alemão, no Rio, o telespectador ouvirá incansáveis elogios a Dilma.

Serra faz visita a casa de deficiente em MG

“Minha história começou em 83, quando nasci. Lá em São Paulo, os médicos constataram que eu tinha deficiência. Alguns acreditavam que viveria pouco tempo.”

Vinte e sete anos depois, a história de Alex Gomes Alves será retratada no programa de TV da campanha de José Serra (PSDB) à Presidência.
“Quando disse à minha mãe “o Serra vai lá em casa amanhã”, ela perguntou: que Serra?”, conta Alex, que há duas semanas abriu as portas da casa, ainda em construção, para o tucano. Portador de síndrome de West -um tipo raro de epilepsia, causador de deficiência intelectual-, Alex foi desenganado ainda bebê.

Chamados de “playboys”, jovens criam vídeos pró-Serra

Em Minas, onde se costuma questionar o engajamento de tucanos na campanha de José Serra (PSDB), surgiu uma “tropa de choque” de jovens com estilo “yuppie” que promove a candidatura do presidenciável na internet.

A “Turma do Chapéu” é formada por jovens de classe média e alta de BH ligados à juventude do PSDB. Na faixa dos 20 anos, eles são advogados, empresários, publicitários e universitários.

Dizem que sua marca registrada, o chapéu-panamá, é inspirada nos presidentes Juscelino Kubitschek e Franklin Roosevelt (EUA), além do aviador Santos Dumont.

Campanha em SP repetirá “todos contra Alckmin”

Os primeiros programas do horário eleitoral da campanha para o governo de São Paulo no rádio e na TV devem reproduzir a estratégia do primeiro debate entre os candidatos: todos contra Geraldo Alckmin (PSDB).
O tucano vai iniciar o horário eleitoral, amanhã, apresentando suas realizações como governador. Vai dizer que São Paulo melhorou muito e vai continuar melhorando com ele no governo. Alckmin tem feito gravações para o horário eleitoral em obras e equipamentos públicos em várias cidades do Estado.

“Baianidade” e estratégia fazem o marketing petista

A dupla que comanda o marketing da campanha do senador Aloizio Mercadante ao Palácio dos Bandeirantes chegou ao PT de São Paulo pelas mãos do marqueteiro de Dilma Rousseff. Indicados por João Santana, os jornalistas Augusto Fonseca e Marcelo Simões -um carioca, outro baiano- foram contratados pelo PT paulista em busca de integração entre as campanhas estadual e nacional.

Fonseca, que trabalhou nas campanhas de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1994, à Presidência, e de Marta Suplicy (PT), em 2000, à prefeitura paulistana, foi procurado em março pelo PT. Não fechou negócio pois até abril estava cuidando da pré-campanha de Ciro Gomes (PSB), descartado pelo partido em prol de Dilma.

Roseana Sarney diz que acusações de lavagem são “falsa denúncia”

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), candidata à reeleição, chamou ontem de “falsa denúncia” a acusação de que ela supostamente lavou dinheiro em uma operação financeira ilegal no exterior. Roseana disse que a acusação tem objetivo de prejudicá-la na disputa pela reeleição.

Reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” afirma que a governadora e seu marido, Jorge Murad, simularam, em julho de 2004, um empréstimo de R$ 4,5 milhões para resgatar US$ 1,5 milhão que possuíam no exterior.

Sem Minas, PSDB pode voltar ao patamar de 1998

Apontada como decisiva na disputa à Presidência, a eleição em Minas Gerais poderá fazer o PSDB encolher a um patamar semelhante ao de 1998 no tamanho do eleitorado governado no país.

Segundo o Datafolha, o atual governador e candidato tucano, Antonio Anastasia, que concorre pelas mãos do antecessor, Aécio Neves (PSDB), tem 17% das intenções de voto, contra 43% de Hélio Costa (PMDB).
Minas é o segundo maior colégio do país, com 14,5 milhões de eleitores (10,7% do total), atrás de São Paulo.

No Estado, José Serra (PSDB) perdeu quatro pontos nas últimas semanas (tem 34%), ante o crescimento de seis pontos de Dilma Rousseff (PT), que marca 41%.

“Faz-tudo” de Lula em SP influencia nomeações

Praticamente anônima, uma funcionária do governo federal exerce há sete anos considerável influência na gestão Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se de Rosemary Nóvoa de Noronha, a “faz-tudo” da Presidência da República em São Paulo.

Rose, como é chamada, é presença constante (e discreta) nas comitivas presidenciais mundo afora. Emplacou diretores em agências reguladoras e o marido numa assessoria especial da Infraero. Entre suas raras aparições públicas, estão duas fotografias numa revista de celebridades, identificada só pelo nome, sem o cargo que ocupa -um dos mais estratégicos da administração direta federal e que lhe rende R$ 11.179 mensais brutos.

Debate Folha/UOL reúne amanhã 3 candidatos

A Folha e o UOL, o maior jornal e o maior portal de notícias do país, promovem amanhã o primeiro debate on-line entre candidatos ao governo de São Paulo.

Com transmissão em áudio e vídeo ao vivo pela internet, o evento terá a participação apenas dos principais candidatos: Geraldo Alckmin (PSDB), Aloizio Mercadante (PT) e Celso Russomanno (PP), todos com mais de 10% das intenções de voto de acordo com a última pesquisa Datafolha.

A maioria é contra

A maioria dos brasileiros não quer dinheiro público na construção e reforma dos estádios para a Copa de 2014. Segundo pesquisa nacional do Datafolha, que ouviu 10.856 pessoas em 382 municípios, 57% da população do país rejeita o uso de dinheiro dos impostos para esse fim. Já os que defendem verbas públicas para as arenas do Mundial são 37%, enquanto 7% não souberam opinar.

A margem de erro do levantamento, realizado entre os dias 9 e 12 agosto, é de dois pontos percentuais. Sem contar a cidade de São Paulo, que não tem um estádio aprovado pela Fifa, o custo atual para as obras nos outros 11 estádios do Mundial está em R$ 5,1 bilhões.

O Globo

Indicações políticas crescem 40% no governo Lula

O número de servidores públicos contratados sem concurso subiu de 4.189, em dezembro de 2002, para 5.891, em novembro de 2009 – um aumento de 40,63%, durante o governo Lula. Contados os concursados, o total de servidores que ocupam cargos de confiança no governo federal chega a 21.358, herança que terá de ser administrada pelo futuro presidente. A remuneração varia de R$ 2.115,72 a R$ 11.179,36 por mês. Os gastos com os chamados DAS, (cargos de Direção e Assessoramento Superior) cresceram de R$ 555,6 milhões para R$ 1,26 bilhão, em oito anos. De acordo com o governo federal, as nomeações políticas são minoria e há um esforço para a profissionalização da máquina administrativa. Os dados são do Ministério do Planejamento.

Plataformas terão operação padrão

Os trabalhadores das 45 plataformas da Petrobras na Bacia de Campos devem fazer hoje uma operação padrão de 24 horas, que prevê o cumprimento integral dos procedimentos operacionais e de segurança. Segundo o coordenador-geral do sindicato da categoria, José Maria Rangel, as regras não estão sendo inteiramente seguidas por orientação da gerência das plataformas. Ele diz que o estrito cumprimento das normas pode até resultar na paralisação de algumas unidades. O sindicato informou ainda que pediu à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego uma vistoria na P-33, por causa de riscos semelhantes aos encontrados na P-33, com tubulações e válvulas enferrujadas.

Dilma minimiza dados do TCU sobre Dnit

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, demonstrou ontem contrariedade com dados que apontam fragilidades do governo. Indagada sobre a reportagem publicada no GLOBO sobre irregularidades apontadas pelo TCU no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Dilma disse que, em sua época como ministra-chefe da Casa Civil, a relação entre o TCU e o Dnit havia melhorado:

– Temo que seja uma matéria que está usando esse momento de eleição. O ministro Ubiratan (Aguiar), presidente do tribunal, fez uma avaliação para mim de que a relação do tribunal com o Dnit tinha melhorado de forma sistemática. Enquanto não me disserem que piorou, e onde piorou, vou ficar com essa informação dada pelo presidente do tribunal — disse Dilma, ao visitar a Feira dos Produtores, em Vicente Pires, a 10 km de Brasília.

Gabeira ataca ética de Cabral, que oculta agenda

Em campanha em São João de Meriti, Fernando Gabeira, candidato do PV ao governo do Rio, afirmou ontem que o principal ponto fraco da administração do governador Sérgio Cabral (PMDB), que tenta a reeleição, é a ética.

Segundo Gabeira, há sinais de corrupção e loteamento político em várias áreas, o que deve ser tratado por ele ao longo de todo o processo eleitoral.

— O ponto fraco mais sentido é a ética. O governo do PMDB tem inúmeros problemas éticos que se manifestam na saúde, com claros indícios de corrupção; nos transportes, com sinais de apadrinhamento e cumplicidade; na educação e nos serviços gerais — disse.

Correio Braziliense

Operação tartaruga na Câmara

Apesar de caros, os deputados federais baixaram — ainda mais — o ritmo de produção este ano. De olho nas eleições e no próprio umbigo, os parlamentares apresentaram menos projetos (1)e enviaram para a sanção menos propostas do que no mesmo período dos últimos cinco anos. Levantamento feito pelo Correio com base nos registros da Mesa Diretora da Casa mostram que, em 2010, apenas oito projetos de lei foram aprovados em plenário e encaminhados à sanção presidencial. Apenas dois deles foram de autoria de deputados. Outros quatro partiram do Poder Executivo e dois foram de autoria do Senado.

Os parlamentares produziram menos até do que em 2006, quando também estavam em campanha e conseguiram enviar para a sanção 10 projetos de lei até o mês de agosto. No ano passado, ainda longe das eleições, os deputados encaminharam à Presidência, depois de aprovadas, 29 matérias. No mesmo período de 2008, também foram concluídas as tramitações de 29 dessas proposições. Em 2007, foram 16.

Combustível chamado Dilma

Bem colocada nas pesquisas eleitorais, que a colocam à frente do principal adversário, José Serra (PSDB), a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, agora tem que conciliar sua campanha com outra missão: ajudar os aliados ancorados nas sondagens de intenção de votos. Os candidatos do governo nos estados reclamam a presença de Dilma e querem testar, por meio da presidenciável, o fenômeno da transferência de votos que a colocou em primeiro lugar nas pesquisas.

O primeiro a receber o socorro eleitoral, no modelo campanha casada, foi o candidato do PT ao Governo do Distrito Federal (GDF), Agnelo Queiroz. Dilma esteve ontem ao lado do companheiro na Feira do Produtor, na cidade de Vicente Pires, a 17 quilômetros de Brasília. A caminhada do fim de semana renderá boas imagens para Agnelo usar no horário eleitoral gratuito. Em Vicente Pires, a presidenciável fez um apelo especial à militância de seu partido. Os petistas temem que a dianteira indicada pelas pesquisas possa desmobilizar os principais cabos eleitorais que, animados pelo sucesso da disputa pela Presidência, se esqueçam de apoiar os candidatos locais. “Sei que de hoje a 3 de outubro vocês não vão subir no salto alto e vão disputar voto a voto”, discursou Dilma.

Voto em trânsito atrai 80,4 mil no país

Mais de 80 mil brasileiros se cadastraram para votar para presidente mesmo estando fora dos seus respectivos domicílios eleitorais. Ontem, último dia de registro para o voto em trânsito, cartórios eleitorais de todo o país receberam 19.060 eleitores que optaram por escolher o novo chefe do Executivo nacional em vez de justificarem a ausência. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 80.450 brasileiros votarão em trânsito no primeiro turno e 76.485 no segundo. Até o fechamento desta edição, o TSE não havia divulgado o balanço nos estados. O tribunal também informou que algumas unidadades da Federação não tinham consolidado seus números e que os registros poderiam ser ainda maiores.

Considerada uma cidade de múltiplos sotaques por abrigar pessoas de várias partes do país, Brasília registrou grande procura de eleitores em trânsito na tarde de ontem. Os cartórios eleitorais do Plano Piloto e das cidades do DF ficaram movimentados durante todo o domingo. Os eleitores aproveitaram o fim de semana para cumprir o dever cívico. O cartório da Asa Norte foi o mais procurado. Quem deixou para fazer o cadastro no último dia, enfrentou grandes filas. A comerciária Marília Miranda dos Reis, 50 anos, saiu de Taguatinga, onde mora, em busca de um cartório mais vazio. Passou na seção da Asa Norte e acabou desistindo porque não queria passar o domingo na fila. “É a segunda vez que passo aqui. De manhã estava ainda mais cheio, então eu prefiro justificar”, lamentou a eleitora, que tem domicílio eleitoral em Jussara (GO).

Horário eleitoral marca fase decisiva da campanha

Começa amanhã em todo o país a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. A lei que estabelece as regras eleitorais determina que as emissoras de rádio e TV reservem uma hora e quarenta minutos por dia para as propagandas, que serão exibidas pelos partidos e pelas coligações até 30 de setembro. Diariamente, as rádios e TVs também terão de ceder 30 minutos para as inserções distribuídas ao longo da programação. Os critérios do tempo de TV são definidos com base no número de cadeiras que cada partido integrante das coligações tem na Câmara dos Deputados. O tempo de TV é determinante para a formação das alianças de campanha, consideradas fundamentais pelos partidos que encabeçam a disputa para a Presidência da República e para os governos dos estados. Nas eleições para o Senado e no pleito proporcional, as coligações também são decisivas para aumentar o tempo de propaganda das candidaturas. Ao longo das últimas eleições, o horário eleitoral gratuito tem se mostrado decisivo nas disputas. Muitos partidos injetam investimentos milionários na contratação de marqueteiros especializados na produção de propagandas eleitorais. É por meio do espaço no rádio e na TV que o eleitorado tem acesso às campanhas dos presidenciáveis e dos candidatos aos governos.

Tela quente

Ataques contra adversários e justificativas ao eleitorado serão o mote da primeira semana de propaganda eleitoral gratuita no Distrito Federal. A partir de amanhã, o eleitor terá a oportunidade de conhecer melhor os candidatos que participam das eleições deste ano. O clima promete esquentar logo na quarta-feira, na estreia dos concorrentes ao Palácio do Buriti na televisão e no rádio. O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) não terá trégua. Primeiro, terá de reforçar a viabilidade da própria candidatura, que foi impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do DF. Depois, precisará se esquivar das críticas feitas pela maioria dos concorrentes contra ele e as quatro gestões no comando GDF.

As propagandas eleitorais permanecerão no ar até 30 de setembro. Os postulantes ao GDF têm dois programas a cada segunda, quarta e sexta-feira, às 13h e às 20h30. Serão 38 aparições para cada um, além das inserções diárias (veja quadro) e da participação nos horários destinados a outros membros das chapas. Enquanto boa parte da população torce o nariz para a interrupção da programação normal, os estrategistas políticos acreditam que a campanha só começará de verdade com o aparecimento dos candidatos nas telinhas.

“Corpo a corpo e muita sola de sapato”

Chico Sant’Anna fez uma aposta ousada quando decidiu tornar-se candidato. Aceitou proposta do partido pelo qual é filiado, o PSol, para concorrer ao Senado Federal. Já na primeira vez em que disputará um cargo eletivo, vai tentar uma vaga majoritária. A princípio, o jornalista concursado do mesmo órgão para o qual deseja ser parlamentar resistiu. A motivação de Chico Sant’Anna veio da indignação. “A Caixa de Pandora mexeu muito comigo”, disse o servidor público, que explica seus sentimentos: “Não basta ficar na esquina, no barzinho à noite falando mal dos outros. Você tem que fazer alguma coisa”.

Estado de S. Paulo

Agências reguladoras perdem R$ 37 bi e cedem espaço a estatais

Questionadas pelo presidente Lula desde a posse, as agências reguladoras tiveram cortes inéditos no orçamento em 2009. O governo reteve 85,7% das receitas do setor, segundo levantamento da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base. Desde 1998, cerca de R$ 37 bilhões deixaram de entrar no caixa desses órgãos. Sem verbas e funcionários, eles enfrentam dificuldades para fiscalizar serviços públicos, como ocorreu este mês, quando a Agência Nacional de Aviação Civil não conseguiu evitar o colapso causado pela Gol. Também têm perdido espaço para novas estatais, como a Telebrás e a PetroSal. “Esse tipo de medida enfraquece e reduz o poder de decisão das agências”, afirma Carlos Ari Sundfeld, professor da Fundação Getúlio Vargas.

Roseana só regularizou acordo perto da intervenção

Documentos mostram que o empréstimo de R$ 4,5 milhões concedido pelo Banco Santos à governadora do Maranhão, Roseana Sarney, só foi regularizado às vésperas da quebra da instituição, em 2004. O Estado revelou ontem indícios de que o empréstimo foi simulado para Roseana movimentar dólares depositados no exterior.

Para Roseana Sarney, denúncia de lavagem de dinheiro tem caráter eleitoral. Aliada de Roseana, Dilma Rousseff evita comentar. Congresso em Foco

Equipe Fenatracoop

Portal Cambé, site de informações e serviços de Cambé – PR.

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