Veto irrita grandes e agrada a pequenos; Governo vetou 12 pontos do texto aprovado na Câmara. Recuperação de margens de rios passa a ser obrigatória. Fetag aprovou e Farsul criticou a decisão… – Mordomia com os dias contados na Assembleia; Direção da Casa decide acabar com o 14º e 15º salários da ajuda de custo chamada de verba do paletó… – Governo pode afrouxar contas para ajudar economia; A hipótese de fechar as contas com um saldo menor para pagamento de juros da dívida, o chamado superávit primário, daria mais fôlego para o governo adotar medidas de estímulo, como o aumento das despesas totais (não apenas os gastos com investimentos, mas também de custeio), mesmo num cenário de desaceleração da arrecadação…

O Globo

Manchete: Dilma enfrenta ONGs e ruralistas com 12 vetos

No total, são 44 mudanças, e DEM ameaça ir à Justiça

A menos de um mês da abertura da Rio+20, a presidente Dilma Rousseff sancionou ontem, com 12 vetos, o novo Código Florestal, endurecendo regras contra o desmatamento. Dilma vetou a anistia aos desmatadores, que fora aprovada na Câmara, e editou uma medida provisória com 32 mudanças, entre elas a que obriga produtores rurais a recuperar áreas degradadas nas margens de rios, de acordo com o tamanho da propriedade. “Não tem anistia”, resumiu a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Ao todo, as 44 modificações provocaram reações de ambientalistas, que defendiam o veto total, e de ruralistas. O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) ameaça ir à Justiça contra a MP que será editada segunda-feira. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Homero Pereira (PSD-MT), disse que os cortes foram mais “palatáveis” que o esperado. Para ONGs como WWF, Greenpeace e SOS Mata Atlântica, o texto tem brechas jurídicas. (Págs. 1, 3 a 10)

Novo Código Penal deverá incluir crimes ambientais (Págs. 1 e 10)

Consumidor “verde” gasta mais

Pesquisa do GLOBO mostra que o consumidor ecologicamente correto, de produtos como os de higiene, alimentos, roupas e decoração, paga, em média, 90% mais. (Págs. 1 e 36)

Galeão restringirá voos domésticos durante a Rio+20 (Págs. 1 e 21)

PT arrecadou R$ 44 milhões de empresas

Meses depois, em março, partido quitou dívidas com banco do mensalão

Num 2011 sem eleições, o PT conseguiu arrecadar R$ 50,7 milhões em doações — 20 vezes o que PMDB e PSDB, por exemplo, obtiveram no mesmo período. As contribuições de filiados somaram pouco mais de R$ 7 milhões. A maior parte do dinheiro (R$ 43,7 milhões) saiu de grandes empresas, muitas com contratos com o governo, como Andrade Gutierrez, que doou R$ 4,65 milhões; Braskem, que colaborou com R$ 4 milhões; e grupo JBS, que planeja comprar a Delta e contribuiu com R$ 2,85 milhões. Com isso, o partido fechou as contas ainda no vermelho, mas reduziu seu déficit. Em março deste ano, o PT pagou empréstimo de R$ 8,3 milhões ao Banco Rural, investigado no mensalão. A direção do partido disse que as doações são legais. (Págs. 1 e 13)

Esquema de laranjas da Delta funcionou em SP

Morador da periferia de São Paulo, o desempregado Eufranio Ferreira Alves, de 65 anos, é mais um na rede de laranjas do esquema da Delta Construções e do contraventor Carlinhos Cachoeira. Ele aparece como sócio da RCI Software e Hardware, empresa que sacou R$ 196 mil da Pantoja, abastecida com dinheiro da empreiteira. (Págs. 1 e 12)

TCU: apenas uma a cada cinco obras do PAC ficou pronta na gestão de Lula (Págs. 1 e 29)

PF indicia 7 por queda de prédio no Rio

A PF indiciou sete pessoas pelo desabamento de três prédios no Centro do Rio, que causou 17 mortes, em janeiro. Os acusados são quatro operários, o síndico do Edifício Liberdade e o presidente e a administradora da empresa que fazia a obra que, segundo a polícia, causou a queda. (Págs. 1 e 16)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Dilma muda Código por MP e veta anistia a desmatador

Ambientalistas criticam manutenção parcial do projeto; ruralistas veem espaço para negociação

Pressionada por setores da sociedade civil e às vésperas de ser a grande anfitriã da conferência Rio+20, a presidente Dilma Rousseff decidiu vetar 12 pontos do texto do Código Florestal aprovado pela Câmara. Dilma não deu anistia a desmatadores e, via medida provisória, vai estabelecer novas faixas de proteção para as Áreas de Preservação Permanente à beira de rios, que serão proporcionais ao tamanho da propriedade. Serão feitas 32 modificações no texto da Câmara – 14 recuperam o projeto aprovado no Senado. Os ambientalistas, que queriam o veto total, não ficaram satisfeitos. Parta eles, faltou clareza sobre as mudanças que Dilma fará no Código. Já os ruralistas consideram uma vitória que Dilma não tenha vetado tudo e esperam poder negociar o tema quando a medida provisória for votada. (Págs. 1, A22 e A24)

João Paulo Capobiano – Ambientalista

“Foi um pronunciamento genérico. A forma de tratar um assunto tão polêmico foi irresponsável”.

Governo pode afrouxar contas para ajudar economia

O governo pode reduzir o esforço fiscal deste ano para que a economia cresça mais, informam Adriana Fernandes e Lu Aiko Otta. Essa possibilidade é considerada pela equipe econômica como alternativa caso a crise internacional se intensifique e as medidas já anunciadas de estímulo ao crédito e ao consumo sejam insuficientes para alcançar o novo objetivo: crescer mais do que os 2,7% do ano passado. A hipótese de fechar as contas com um saldo menor para pagamento de juros da dívida, o chamado superávit primário, daria mais fôlego para o governo adotar medidas de estímulo, como o aumento das despesas totais (não apenas os gastos com investimentos, mas também de custeio), mesmo num cenário de desaceleração da arrecadação. O governo também quer abrir espaço para novas desonerações tributárias, medida que a presidente Dilma Rousseff considera fundamental para ajudar as empresas. (Págs. 1 e B1)

Inadimplência cresce

Taxa de atraso acima de 90 dias no crédito de veículos subiu de 5,7% em março para 5,9% em abril. (Págs. 1 e B4)

Fotolegenda: A cidade do bem-estar

Bem cuidada e arborizada, Buritizal é a cidade mais organizada de SP, de acordo com o Censo 2010 do IBGE. No Estado, oito em cada 10 domicílios, em média, têm boas condições urbanísticas no seu entorno. (Págs. 1, C1 e C4)

2º turno no Egito deve ter islâmico e ex-premiê

Projeções apontam que o candidato da Irmandade Muçulmana, Mohamed Morsi, enfrentará Ahmed Shafik, último premiê do governo Hosni Mubarack, no segundo turno da eleição egípcia. (Págs. 1 e A14)

Tendência de alta de homicídios em SP se confirma

O número de homicídios dolosos no Estado cresceu 5,4% de janeiro a abril, ante igual período de 2011. A tendência contraria a tese de que a alta registrada em março foi “um ponto fora da curva”. (Págs. 1 e C6)

Governo não vai bancar assentos no Itaquerão (Págs. 1 e D2)

Mordomo do papa é preso com documentos secretos (Págs. 1 e A26)

Governistas na CPI vão convocar Marconi Perillo (Págs. 1 e A4)

Celso Ming – À espera do capital externo

O Brasil é um nanico em poupança. Poupa só 16% do Produto Interno Bruto. O padrão asiático está entre 30% e 35% do PIB. (Págs. 1 e B2)

Notas & Informações

Quem, afinal, manda no BC

Causa espanto o fato de o BC ter elaborado medida para beneficiar a indústria automobilística. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Agora, nem rezando, Brunelli

Protagonista da famosa “oração da propina” no escândalo da Caixa de Pandora, o ex-deputado distrital é acusado de desviar dinheiro público que deveria beneficiar idosos.

Quando ainda era parlamentar, Júnior Brunelli apresentou emendas favorecendo a Associação Monte das Oliveiras (AMO), criada por parentes dele. Em 2009, o Governo do DF liberou R$ 2,6 milhões para a entidade. Investigações da Polícia Civil mostram que o dinheiro, que deveria beneficiar projetos sociais voltados para idosos, foi desviado por Brunelli. Por determinação da Justiça, foram presos três acusados de participar do esquema – o contador Carlos Antônio Carneiro, 41 anos, o empresário Spartacus Savite, 39, e um assessor do ex-distrital, Adilson de Oliveira, 46. Mas, até as 23h de ontem, o ex-distrital, de 42 anos, não havia sido localizado e era considerado foragido.

Polícia investiga outros suspeitos

Não está descartado o envolvimento, no esquema criminoso, de funcionários da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Social e Transferência de Renda (Sedest). À época da liberação do dinheiro, o órgão era chefiado por Eliana Pedrosa, hoje deputada distrital. (Págs. 1, 27 e 28)

Rio+20 pauta os vetos do Planalto ao projeto

Após anunciar a nova versão para o Código Florestal, a presidente Dilma teve um momento de descontração e brincou com o neto, Gabriel. A decisão do governo desagradou a ruralistas e a ambientalistas, mas evitou grandes polêmicas antes da conferência mundial, em junho. (Págs. 1, 2 a 5)

Injúria racial: Polícia indicia médico. PM é insultado

Acusado de desrespeitar a funcionária de um cinema, o psicanalista Heverton de Menezes foi denunciado à Justiça. Ontem, após bater o carro em Taguatinga, um engenheiro chamou o policial de “negão”. (págs. 1 e 33)

Avaliações sob suspeita na cultura (Págs. 1 e 7)

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Estado de Minas

Manchete: Mordomia com os dias contados na Assembleia

Direção da Casa decide acabar com o 14º e 15º salários da ajuda de custo chamada de verba do paletó.

A decisão de extinguir o privilégio foi tomada pelos sete integrantes da Mesa Diretora do Legislativo estadual em reunião no inicio da semana. Mas só será anunciada depois de um encontro com os líderes dos partidos marcado para a semana que vem. Com a medida haverá uma economia anual para os cofres públicos de R$ 3.246.698,70. Portanto, a parcela de R$ 20.042,35 que os 77 parlamentares estaduais receberam em fevereiro deve ter sido a última – a próxima seria paga em dezembro. O fim do benefício já tinha sido aprovado no Senado há duas semanas e o projeto tramita agora na Câmara dos Deputados. Se confirmada a aprovação no Congresso, a regalia acaba em todo o país. (Págs. 1 e 3)

Censo: BH tem mais calçadas, mas piso é ruim

Entre as cidades com mais de 1 milhão de habitantes, capital mineira tem maior percentual de ruas com calçadas e pavimentação, segundo o IBGE. Mas os passeios são muito irregulares. Arborização e iluminação também são destaques. Já os bueiros deixam a desejar. (Págs. 1, 21 e 22)

Código muda sem agradar

A presidente Dilma mantém anistia para pequenos produtores, mas endurece discurso com médios e grandes. Nem ambientalistas nem ruralistas gostaram das alterações no Código Florestal. (Págs. 1, 10 e 11)

Inadimplência é recorde

Classe C puxa o calote acima de 90 dias, que chega a 7,6% em abril. No caso dos veículos, o atraso no pagamento, de 5,9% é o maior já medido. (Págs. 1 e 13)
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Jornal do Commercio

Manchete: Usar cheque especial pesa menos no bolso

Como resultado da pressão do governo nos bancos privados, juro médio caiu 10,9 pontos percentuais em abril, numa das linhas de empréstimo tradicionalmente mais caras para o consumidor. (Págs. 1 e 7)

Dilma veta parte do Código Florestal

Foram 12 vetos e 32 modificações no texto aprovado pela Câmara. Na principal mudança, fica barrada a anistia para quem destruiu matas e se estabelecem faixas proporcionais de recuperação de acordo com a propriedade. (Págs. 1 e 10)

Petistas recomeçam campanha da prévia longe de um acordo (Págs. 1, 3 a 7)

Pernambucano fica preso sete dias na Síria

Jornalista Klester Cavalcanti foi detido sábado em Homs e liberado apenas ontem após negociação do governo brasileiro. (Págs. 1 e 18)

Censo mostra muito a ser feito no Recife

Cidade aparece em situação incômoda em questões como acesso para cadeirantes. (Págs. 1 e 14)
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Zero Hora

Manchete: Veto irrita grandes e agrada a pequenos

Governo vetou 12 pontos do texto aprovado na Câmara. Recuperação de margens de rios passa a ser obrigatória. Fetag aprovou e Farsul criticou a decisão. (Págs. 1, 4 e 5)

Os critérios de Dilma

Preservar acordos
Respeitar o Congresso
Não anistiar o desmatador
Proteger o pequeno proprietário

Pedágios: Piratini e Univias não se entendem

Enquanto operadora decide cobrar na Justiça dívida de R$ 1,7 bilhão, governo diz que nada está devendo. (Págs. 1 e 12)

Cidades: Onde o Estado fica atrás em infraestrutura

Estudo do IBGE aponta que municípios gaúchos devem melhorar em áreas como lixo, esgoto e calçadas. (Págs. 1 e 30)

Clipping Radiobrás

Edição: Equipe Fenatracoop

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